Mais um fora

Elizabeth Warren desiste de ser candidata à presidência dos EUA

Sua campanha foi baseada na promessa de acabar com a corrupção em Washington, sendo uma candidata que disputava a parcela mais à esquerda do partido

(Shutterstock)
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SÃO PAULO – A senadora Elizabeth Warren anunciou nesta quinta-feira (5) que encerrou a sua campanha eleitoral deste ano. Ela teve um resultado fraco na Super Terça, ficando em terceiro em seu próprio estado, Massachusetts, o que já tinha elevado as chances de desistência.

“O que fizemos – e as idéias que lançamos ao mundo, a maneira como lutamos nesta luta, os relacionamentos que construímos – continuarão, continuarão durante o restante desta eleição e a seguinte, e a seguinte”, disse ela em comunicado.

Sua campanha foi baseada na promessa de acabar com a corrupção em Washington, sendo uma candidata que disputava a parcela mais à esquerda e liberal do partido, assim como o senador Bernie Sanders.

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Antes mesmo de se tornar candidata, ela já tinha um discurso bastante crítico ao mercado financeiro e a influência do dinheiro na política. Nos debates e em suas propagandas, ela defendia que em temas importantes como mudança climática, assistência de saúde, controle de armas, os lobistas conseguiram interferir e garantir suas vontades.

Antes da Super Terça, o desempenho de Warren já havia sido fraco, piorando a cada primária. Ela conseguiu apenas o terceiro lugar em Iowa, o quarto em New Hampshire e Nevada e somente a quinta posição na Carolina do Sul.

No último fim de semana, haviam informações de que a senadora estava estudando realizar uma jogada para conseguir a indicação durante a Convenção Nacional Democrata em julho, mas o péssimo resultado na terça-feira (3) acabou com essa possibilidade.

Na noite da terça, a imprensa chegou a afirmar que dentro de sua campanha, Warren dizia que gostaria de se manter como candidata pelo menos até o próximo debate, onde pretendia “aparecer como uma alternativa” aos outros nomes.

Ela larga a disputa democrata um dia após o bilionário Michael Bloomberg, que ontem anunciou sua saída para apoiar o pré-candidato Joe Biden, quem ele acredita ser o único capaz de vencer o atual presidente Donald Trump nas eleições de novembro.

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