Eleições 2026: quando os candidatos serão definidos? Veja prazos

Registro até 15 de agosto e calendário prévio moldam estratégia eleitoral

Coletiva de imprensa, no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), sobre as eleições municipais com as participações da diretora-geral Eline Íris, e do secretário de Tecnologia da Informação Michel Kovacs, no Palácio da Democracia, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Coletiva de imprensa, no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), sobre as eleições municipais com as participações da diretora-geral Eline Íris, e do secretário de Tecnologia da Informação Michel Kovacs, no Palácio da Democracia, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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As eleições de 2026 começam antes mesmo do período oficial de campanha. Desde o início do ano, partidos e pré-candidatos precisam cumprir uma sequência de etapas legais que condicionam quem, de fato, poderá disputar os cargos em outubro.

O prazo final para formalizar as candidaturas na Justiça Eleitoral termina em 15 de agosto, mas o processo é construído meses antes, com exigências que vão desde mudanças partidárias até a saída de cargos públicos.

Uma das primeiras movimentações ocorre entre março e início de abril, durante a chamada janela partidária. Nesse intervalo, deputados federais, estaduais e distritais podem trocar de legenda sem risco de perder o mandato por infidelidade partidária. A etapa é considerada estratégica para reorganizar bancadas e reposicionar forças políticas de olho na eleição.

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Na sequência, o calendário impõe exigências formais aos pré-candidatos. Até o início de abril, seis meses antes do primeiro turno, entram em vigor regras que impactam diretamente quem ocupa cargos públicos.

Governadores, ministros, secretários, prefeitos e magistrados, por exemplo, precisam deixar suas funções dentro desse prazo para se tornarem elegíveis. A mesma data também funciona como limite para a regularização partidária e eleitoral dos candidatos.

Nesse período, partidos e federações devem estar com seus estatutos devidamente registrados no Tribunal Superior Eleitoral. Já os interessados em disputar precisam comprovar domicílio eleitoral na unidade da federação onde pretendem concorrer, condição obrigatória para validar a candidatura.

Convenções e formalização das candidaturas

A definição dos nomes que irão às urnas ocorre apenas meses depois, entre 20 de julho e 5 de agosto. É nesse intervalo que os partidos realizam suas convenções internas, instância responsável por oficializar candidaturas e consolidar alianças. Pela legislação, só pode concorrer quem estiver filiado a uma sigla e tiver o nome aprovado nesse processo.

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Encerrada essa etapa, começa a fase de formalização. As legendas têm até 15 de agosto para registrar os candidatos escolhidos na Justiça Eleitoral. A partir desse momento, os nomes passam a integrar oficialmente a disputa.

Em 2026, o eleitorado brasileiro será chamado a renovar cargos-chave do sistema político. Estarão em jogo a Presidência da República, os governos dos 26 estados e do Distrito Federal, além de dois terços do Senado.

Também serão eleitos 513 deputados federais e representantes das assembleias legislativas estaduais e da Câmara Legislativa do DF.

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Dia de votação

O primeiro turno das eleições gerais no Brasil deve ocorrer no dia 4 de outubro. Na ocasião, a maioria dos eleitores brasileiros irá às urnas escolher presidente, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais — em um único dia de votação. Caso nenhum candidato a presidente ou governador obtenha maioria dos votos válidos no primeiro turno, haverá segundo turno em 25 de outubro.

Em ambos os casos, o horário de votação será das 8h às 17h, seguindo o horário de Brasília, independentemente da parte do Brasil onde o eleitor estiver. Isso significa que, em estados com fusos diferentes, a votação seguirá o mesmo horário nacional. Após as 17h, quando as urnas se fecharem, começa a apuração dos votos.

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Marina Verenicz
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