Câmara

Eleição para escolha de comissão especial de impeachment deverá ser secreta

A escolha dos integrantes do colegiado movimentou a Câmara na manhã desta terça. O deputado Henrique Fontana (PT-RS), vice-líder de seu partido, criticou a decisão pela votação secreta

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A eleição, nesta terça-feira, dos 65 integrantes da comissão especial da Câmara dos Deputados que vai analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff vai ser secreta. Segundo informações da Secretaria-Geral da Mesa, a votação será eletrônica. Para tanto, serão montadas, no Plenário, 13 cabines normais de votação e uma adaptada para parlamentares com deficiência.

A escolha dos integrantes do colegiado movimentou a Câmara na manhã desta terça. O deputado Henrique Fontana (PT-RS), vice-líder de seu partido, criticou a decisão pela votação secreta.

“É uma vergonha ressuscitar o voto secreto. Quando milhões de brasileiros elegem um parlamento, eles querem saber como o Parlamento vai votar”, criticou o deputado.

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Henrique Fontana admitiu que o Partido dos Trabalhadores poderá trabalhar pela votação aberta, mas não adiantou de que forma faria isso.

Chapa alternativa
Outro ponto de debate diz respeito à criação de uma chapa alternativa para concorrer às vagas da comissão. A oposição e integrantes da base dissidentes anunciaram que ultrapassaram as 33 adesões exigidas para formar a chapa.

“Essa chapa alternativa vai fazer com que as dissidências dos partidos da base do governo possam participar, possam votar sem ter a imposição dos líderes de bancada recomendada pelo Palácio do Planalto”, disse o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR).

O deputado Lucio Vieira Lima (PMDB-BA) também defendeu a formação da chapa alternativa para composição da comissão especial. Segundo ele, “a legitimidade da chapa vitoriosa será dada pelo Plenário da Câmara dos Deputados”.

A eleição deverá ocorrer no fim da tarde desta terça.

Movimento
Na quinta-feira (10), a oposição deve lançar também um movimento parlamentar pró-impeachment. Segundo Rubens Bueno, o movimento vai ter uma coordenação suprapartidária com ações internas no Congresso e fora dele, nas ruas, na sociedade e nas entidades organizadas.

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