Durigan: Estados estão perto de unanimidade em proposta de subvenção ao diesel

Governo quer custear ICMS do diesel importado com União e Estados e promete novas medidas para reduzir impacto da guerra no Irã nos preços

Reuters

Funcionários de um posto de gasolina ajustam aviso de preços em Porto Alegre (RS) 20 de março de 2026. REUTERS/Diego Vara
Funcionários de um posto de gasolina ajustam aviso de preços em Porto Alegre (RS) 20 de março de 2026. REUTERS/Diego Vara

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira que os Estados estão próximos de alcançar unanimidade para adesão à proposta do governo federal de conceder uma subvenção a importadores de diesel, com o objetivo de bancar o custo do ICMS sobre o produto.

Em reunião ministerial comandada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, Durigan disse que o governo adotará novas ações para mitigar os impactos da guerra no Irã.

“A gente vai seguir adotando medidas, como o presidente tem nos pedido, para que, à medida que essa guerra evolua e traga efeitos injustos, a gente tenha respostas”, afirmou.

O Ministério da Fazenda propôs aos Estados, na semana passada, a possibilidade de conceder subvenção a importadores de diesel em substituição à proposta anterior de corte direto do ICMS sobre esse produto, mas mantendo o compromisso da União de custear metade da medida. Parte dos governadores ainda não anunciou adesão à proposta.

O plano da Fazenda prevê que União e Estados banquem integralmente o custo do ICMS sobre o diesel importado, de R$ 1,20 por litro. Na medida temporária, válida até maio, os Estados arcariam com R$ 0,60 desse tributo e a União, com outros R$ 0,60.

O governo estuda ações para mitigar os efeitos da guerra deflagrada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que elevou os preços internacionais do petróleo. Neste mês, já foram anunciadas medidas de corte tributário e subvenção sobre o óleo diesel, além de uma taxação sobre as exportações de petróleo.

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Em seu discurso nesta terça-feira, Durigan afirmou que a população muitas vezes não percebe o ganho econômico observado no país e ressaltou que o governo tem o “compromisso de ajudar as pessoas” em áreas como o endividamento das famílias e a redução dos impactos da guerra no Oriente Médio.

O ministro da Fazenda também disse que o governo brasileiro fará ainda neste ano emissões de títulos públicos nos mercados europeu e chinês.