Durigan diz que Desenrola para adimplentes sai até o fim do mês

Ministro também defendeu o fim da escala 6x1 e criticou projeto sobre dívidas rurais

Estadão Conteúdo

O ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, acompanha reunião ministerial após o governo Trump propor uma nova tarifa punitiva de 25% sobre muitas importações brasileiras, no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil, em 3 de junho de 2026. REUTERS/Adriano Machado
O ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, acompanha reunião ministerial após o governo Trump propor uma nova tarifa punitiva de 25% sobre muitas importações brasileiras, no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil, em 3 de junho de 2026. REUTERS/Adriano Machado

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (12), em entrevista ao programa Alô, Alô, Brasil, da Rádio Nacional, que o governo vai anunciar até o fim do mês o Desenrola para adimplentes. Segundo ele, o Novo Desenrola deve alcançar 10 milhões de endividados até o fim de junho.

“Nós vamos anunciar ainda até o fim do mês o Desenrola para adimplentes, seja pelo Fies, para quem está adimplente no programa, seja para a pessoa que hoje tem uma operação de crédito nos bancos, paga essa operação e vai ganhar um reforço para seguir pagando. Porque o valor que eu prestigio aqui é o pagamento, é quem está pagando em dia”, afirmou.

Durigan também disse estar confiante na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e que está em tramitação no Senado.

“Eu acho que, organizando essa conversa com o presidente Davi Alcolumbre e com os outros senadores, o tema do fim da escala 6 por 1 — abrindo um dia a mais de descanso para os trabalhadores — pode avançar. Eu acredito muito nisso e tenho trabalhado e conversado com o presidente Davi para que isso ande e não fique prejudicado por outras questões menores”, disse.

Renegociação das dívidas rurais

Na mesma entrevista, Durigan afirmou que o projeto de lei de renegociação das dívidas rurais pode prejudicar o setor, ao limitar a oferta de crédito e abrir um precedente perigoso caso outros grupos também passem a defender o tabelamento de juros com custo para o governo.

“Eu sempre levo os argumentos que tenho, os melhores argumentos que recolho com a equipe e ouço do mercado, e os levo ao Congresso para tentar convencer os parlamentares e apontar os riscos”, afirmou sobre o diálogo com o Legislativo.

Durigan também disse ter visto senadores reclamarem do nível dos juros, embora, segundo ele, medidas aprovadas pelo próprio Congresso, como a renegociação das dívidas do agronegócio, também tenham impacto sobre esse cenário.

“Ontem mesmo eu vi postagens de senadores reclamando de taxa de juros, de problemas econômicos, mas foram os próprios senadores que aprovaram a medida de renegociação do agronegócio, que vai ter impacto nisso”, completou.