Durigan chama Milei de “palhaço” e reage a críticas feitas em ato de Flávio Bolsonaro

Ministro da Fazenda afirma que economia brasileira supera a argentina, rebate discurso do presidente vizinho e descarta recessão em 2027

Marina Verenicz

Ministro da Fazenda, Dario Durigan
31 de março de 2026
REUTERS/Adriano Machado
Ministro da Fazenda, Dario Durigan 31 de março de 2026 REUTERS/Adriano Machado

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reagiu nesta segunda-feira (27) às declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, durante a convenção nacional do PL, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, Durigan chamou o líder argentino de “palhaço” e afirmou que os indicadores econômicos do Brasil são superiores aos do país vizinho.

“O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil, quando o risco país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta”, declarou o ministro.

Milei esteve em São Paulo no fim de semana para participar do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro. Em um discurso de cerca de meia hora, o presidente argentino defendeu o senador como parte de uma mudança política na América Latina, criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou que a região atravessa um movimento de fortalecimento da direita.

Indicadores econômicos

Ao responder às críticas, o ministro afirmou que a economia brasileira atravessa um momento mais favorável do que a argentina. Segundo ele, o país registra desemprego em níveis historicamente baixos, inflação sob controle, recordes na balança comercial, safra agrícola elevada e redução do desmatamento.

Durigan também procurou minimizar avaliações mais pessimistas sobre o cenário econômico.

“Não dá para entrar na onda dessas pessoas que dizem que vai virar apocalipse”, afirmou. Em seguida, reconheceu que os juros elevados continuam sendo um dos principais desafios para o governo. “Eu tenho que pagar juros altos para rolar a dívida, me incomoda muito.”