Durante convenção nacional do PL, Nunes crítica desunião na direita

Sem citar nomes, o prefeito de São Paulo teceu criticas às candidaturas no campo conservador que tentam disputar as mesmas cadeiras às casas legislativas que os nomes indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro

Caio César

Ricardo Nunes (MDB) durante evento na convenção nacional do PL. Foto: InfoMoney
Ricardo Nunes (MDB) durante evento na convenção nacional do PL. Foto: InfoMoney

Publicidade

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), criticou a ‘desunião da direita’ e competição por candidaturas próprias entre partidos aliados na eleição deste ano, em vez de centrarem esforços nos nomes indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. 

“Eu passei por isso em 2024, pessoas do nosso campo tentando nos dividir. Aqui em São Paulo é o [Guilherme] Derrite e o André Prado no Senado e acabou. Quem for jogar contra, está traindo o que Jair Bolsonaro orientou ”, destacou durante discurso na convenção nacional do Partido Liberal, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. 

“[Nas eleições em] 2024 eu falava para as pessoas: para com isso! com essa conversa de querer trazer um, querer trazer outro. Vamos todos para o mesmo lugar. O nosso presidente Bolsonaro me escolheu naquela época e ganhamos. Precisamos disso novamente. Para de divisão! Tá decidido quem vai, vamos juntos ganhar”, concluiu.

Sem citar nomes dos supostos opositores, Nunes foi enfático ao reforçar a necessidade de manter o foco na lista de senadores e candidatos à Câmara sugeridos pelo ex-presidente.

Nos bastidores, o Partido Liberal tem enfrentado dificuldades para manter acordos entre partidos aliados nas chapas estaduais e pode disputar vagas ao congressos contra nomes do próprio campo conservador. 

De acordo com o último Datafolha, divulgado em 6 de julho, Guilherme Derrite e André Prado aparecem numericamente atrás das pré-candidatas Simone Tebet e Marina Silva ao Senado, ambas da ala governista, e do ex-ministro do meio ambiente durante a gestão Bolsonaro, Ricardo Salles (Novo).

Nesta semana, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cancelou sua participação na convenção nacional do PSD após uma foto promocional do evento mostrá-lo ao lado do pré candidato Ronaldo Caiado, o que poderia ser lido pelo eleitorado como um apoio velado à candidatura oposta a Flávio. 

Durante o evento, Tarcísio reforçou a ideia de que a disputa será acirrada e pediu ao eleitorado presente para manter os esforços na reta final “sem sábado ou domingo” de descanso até às eleições. “São mais ou menos 70 dias de trabalho, sem sábado e sem domingos de folga, precisamos dessa força até outubro”, destacou durante o discurso.

A fala dos gestores da capital e estado de São Paulo carregam o mesmo tom trazido nos jingles e músicas de pré-campanha divulgados durante o evento. O trecho de uma das músicas destaca “se está do nosso lado, não pode ficar calado. Não se esconda, você será cobrado se o Flávio não for ajudado”.

Continua depois da publicidade