Diretor da PF diz que quebra de sigilo de Lulinha prova imparcialidade da corporação

Diretor-geral afirma que corporação “não protege nem persegue ninguém” ao rebater críticas sobre o andamento de investigações

Marina Verenicz

(Foto: Reprodução/Roda Viva)
(Foto: Reprodução/Roda Viva)

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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (3) que a corporação conduz todas as investigações com os mesmos critérios técnicos, independentemente de quem seja o investigado.

A declaração foi dada em resposta a questionamentos sobre o andamento de apurações de grande repercussão, entre elas a que envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Rodrigues usou o caso para defender a atuação da instituição e rejeitou a tese de que pessoas ligadas ao governo recebam tratamento diferenciado. Segundo ele, medidas já adotadas no inquérito demonstram a autonomia da Polícia Federal.

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“Você fala de uma pessoa que teve os sigilos quebrados, o que corrobora e ratifica o que eu estou dizendo sobre a isenção e imparcialidade da instituição, que não protege e que não persegue ninguém e que vai seguir a investigação até o seu final”, afirmou.

O diretor-geral disse que todas as apurações seguem os mesmos parâmetros legais e que a evolução de cada caso depende da produção de provas e das decisões das equipes responsáveis.

“O tratamento que se dá a todos os casos é um tratamento legal dentro da autonomia que a equipe da investigação tem, é dentro da responsabilidade funcional e dentro da busca de excelência de provas”, declarou.

Rodrigues também respondeu às críticas de que investigações complexas estariam demorando por falta de efetivo ou por influência do calendário eleitoral.

Segundo ele, é incorreto afirmar que a Polícia Federal deixa de priorizar determinados casos por razões políticas.

“É uma inverdade que a Polícia Federal não consegue concluir pela escassez de recursos humanos, com a sugestão de que isso está sendo direcionado e não priorizado pensando em processo eleitoral”, disse.

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O diretor-geral classificou esse tipo de interpretação como “lamentável” e afirmou que os recursos da corporação são distribuídos conforme critérios técnicos.