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Dilma vê como ‘fracassado’ modelo de austeridade aplicado na Europa

Presidente brasileira relaciona atual consolidação fiscal para fugir da crise com o observado na América Latina há 20 anos

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SÃO PAULO – O modelo que está sendo implementado na Europa para conter a crise de gastos públicos já foi utilizada na América Latina durante as décadas de 1980 e 1990, e só aprofundaram a estagnação econômica e a exclusão social. A avaliação é da presidente Dilma Rousseff, presente no Fórum Social Temático na noite de quinta-feira (26), edição regional do Fórum Social Mundial.

Citada pelas agências de notícias, Dilma disse que os europeus estão abdicando de sua soberania enquanto Estado para atender às exigências de grupos financeiros e das agências de classificação de risco. Ela classificou as receitas de austeridade fiscal como “receitas fracassadas”.

Reunião do G-20 decepcionou
Para a presidente, a reunião do G-20, grupo das 19 nações mais ricas do mundo mais a União Europeia, realizada em Cannes durante o mês de novembro de 2011 não foi positiva. “Confesso que não fiquei satisfeita com os resultados”, avaliou.

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Dilma acredita que o papel atual da sociedade é trazer ideias e processos novos para enfrentar períodos de crise, e não reaproveitar modelos antigos, como está sendo feito na Zona do Euro. Ela lembra que, entre os latinoamericanos, a aplicação do chamado “Consenso de Washington” sobre o Estado mínimo levou à perda de espaço democrático e soberano para os países.

Ela acha que, mais uma vez, as turbulências na economia mundial levam a perigosas ameaças, como o desemprego, a xenofobia, entre outras. “O mundo pós-neoliberalismo não pode ser o da pós-demoracia”, afirmou no evento.