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O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), evitou responder a um questionamento sobre o senador e também pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que teve um pedido de patrocínio a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, revelado nesta semana.
Durante participação no programa Arena Oeste, na quinta-feira (14), os entrevistadores perguntaram a Caiado sobre os impactos do vazamento de áudios trocados entre Flávio e o ex-banqueiro.
O ex-governador de Goiás se limitou a dizer que está tranquilo “pela experiência” e por sua imagem “imaculada”, mas evitou se aprofundar no assunto, afirmando que todos os denunciados “precisam prestar contas”.
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Caiado pode estar tentando evitar queimar laços com o bolsonarismo, após o episódio recente do ex-governador de Minas Gerais e também pré-candidato Romeu Zema (Novo), envolvendo críticas a Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira vir a público.
Em pronunciamento público, Zema criticou duramente Flávio Bolsonaro após o vazamento dos áudios ser compartilhado por diversos jornais.

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“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Luiz Inácio Lula da Silva e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, disse o ex-governador em vídeo publicado nas redes sociais.
O caso gerou atrito entre membros do PL e, principalmente, entre os irmãos Bolsonaro. Após as críticas, Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro saíram em defesa do irmão com publicações nas redes sociais atacando Zema.
Em seu perfil no X, Eduardo republicou o vídeo de Romeu Zema e escreveu que o ex-governador fez uma “acusação sem fundamentos” e o ironizou ao chamá-lo de “potencial vice”.
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, chamou Zema de “engolidor de casca de banana”, em referência ao vídeo em que o ex-governador apareceu comendo banana com casca para criticar a alta no preço dos alimentos.
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“Não me venha dizer que é ataque. É apenas constatação frente a mais uma bizarra apresentação. Da próxima vez, acende morteiro sabe onde, fechador de loja alheia e abridor de portas particulares”, escreveu Carlos.
Os diretórios do Partido Novo no Paraná e em Santa Catarina também criticaram a divulgação do vídeo feito por Zema. Para as direções locais, a gravação foi precipitada e “gerou ruídos desnecessários em alianças já estabelecidas”.