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Diferença nos valores de oferta e demanda de um imóvel chega a 88%

Diferença foi apurada entre os imóveis procurados e vendidos na região Oeste da cidade de São Paulo, diz pesquisa

SÃO PAULO – A diferença de valores entre o preço real de um imóvel novo no município de São Paulo e o que as pessoas gostariam de pagar pode chegar a 88,84%, dependo da região da cidade.

A informação faz parte de um estudo realizado pelo Ibope Inteligência para avaliar a relação entre oferta e demanda por imóveis residenciais na capital paulista.

De acordo com o levantamento, a referida diferença foi apurada entre os imóveis procurados e vendidos na região Oeste da cidade, formada por bairros como Alto de Pinheiros, Barra Funda, Butantã, Itaim Bibi, Jaraguá, Jaguaré, Lapa, Perdizes, entre outros.

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Por lá, o valor esperado pelos potenciais compradores é de R$ 242 mil, contudo, os valores encontrados giram em torno de R$ 457 mil. Além disso, em geral, a maior parte das pessoas que procuram por imóveis novos na região (47%) gostariam de propriedades com até dois dormitórios, porém apenas 24% dos empreendimentos ofertados possuem esta característica.

Zona Leste

Outra diferença bastante acentuada é nos preços dos imóveis ofertados e demandados na região denominada de Leste 1 (Aricanduva, Mooca, Tatuapé …), onde o valor médio dos apartamentos é de R$ 300 mil, enquanto o esperado é de R$ 162 mil.

Neste caso, segundo a pesquisa, a diferença pode ser explicada pelo fato de haver na região uma grande oferta de imóveis com mais de três de dormitórios (32%), sendo que a demanda por este tipo de imóvel no local é de apenas 4%.

Por outro lado, na região Leste 2, que abrange bairros como Cidade Líder, Cidade Tiradentes, Itaquera, entre outros, a diferença de preços esperados e demandados não é tão grande assim, 15,07%, visto que o valor esperado é de R$ 73 mil e o ofertado, de R$ 84 mil em média.

Norte e Sul

Já nas regiões Sul e Norte da cidade acontece o seguinte: na Norte 1 (Vila Maria, Vila Medeiros, Vila Guilherme, Santana) o valor médio estimado pelos entrevistados equivale à metade do que é ofertado pelas incorporadoras imobiliárias. Assim, enquanto 43% dos entrevistados com interesse em morar na região pretendem pagar até R$ 100 mil, somente 7% da oferta é nesse valor.

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Na região Norte 2 (Casa Verde, Freguesia do Ó, Pirituba) há uma notável coincidência nas características dos apartamentos demandados e ofertados. Por outro lado, em relação ao preço, o valor médio esperado por quem tem a intenção de comprar um imóvel na região é de R$ 118 mil, valor 46% menor do que o preço médio das unidades ofertadas, R$ 173 mil.

O mesmo acontece na região Sul 2 (Campo Belo, Campo Limpo, Capão Redondo, Jardim Ângela, Santo Amaro, Socorro), onde as características dos imóveis ofertados e demandados são bastante semelhantes em número de dormitórios e banheiros, embora o preço médio pretendido, de R$ 225 mil, fique bem abaixo das ofertas, R$ 358 mil.

Sul 1 e Centro

No que diz repeito à região Sul 1 (Ipiranga, Jabaquara, Moema, Sacomã, Saúde, Vila Mariana), há uma oferta de imóveis com mais de três dormitórios superior à demanda, 32% e 6%, respectivamente. Entretanto, enquanto 53% dos responsáveis por domicílios com intenção de comprar apartamento na região procuram imóveis de dois dormitórios, 34% dos empreendimentos da região têm estas características.

Por fim, na região central (Bela Vista, Bom Retiro, Cambuci, Consolação, Liberdade, Santa Cecília) observa-se que os futuros compradores de apartamentos na região estão interessados em imóveis relativamente menores do que ofertados, no que diz respeito ao número de dormitórios. Já em relação à quantidade de banheiros, ocorre o contrário, a demanda por apartamentos com dois banheiros é maior do que a oferta.