Desonestidade preocupa paulistanos e cariocas na compra de um imóvel

Segundo estudo, 54% dos paulistanos e 45% dos cariocas têm no item o maior receio ao comprar um imóvel novo

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – Problemas relacionados à responsabilidade de terceiros, como honestidade, documentação e qualidade do imóvel, é o maior receio de paulistanos e cariocas na hora de comprar a casa própria, segundo revela pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência sobre as tendências imobiliárias nas duas cidades.

De acordo com o levantamento, 54% dos moradores da capital paulista e 45% dos que vivem na capital fluminense declararam o item como o principal receio na compra de um imóvel novo.

Em São Paulo, outros 18% apontaram problemas vinculados à capacidade financeira; no Rio de Janeiro, este percentual subiu para 19%.

Responsabilidade de terceiros

Aprenda a investir na bolsa

Dentre os problemas relacionados à responsabilidade de terceiros, 16% dos paulistanos demonstraram preocupação quanto à honestidade do vendedor do imóvel. O mesmo percentual apontou os problemas em relação a qualidade do imóvel (estrutura, acabamento, materiais utilizados) como a pior dor de cabeça.

Ainda foram citados os problemas com a documentação do bem (11%) – como escritura, registro, entre outros -, e a possibilidade de não receber o imóvel (11%).

Já no Rio de Janeiro os percentuais foram os seguintes: problemas em relação à qualidade do imóvel (14%), não receber o imóvel (13%), preocupação em relação à honestidade de quem está vendendo o imóvel (11%) e problemas com a documentação (7%).

Renda

Ao observar os receios por faixa de renda, o levantamento indica que, entre a classe A, tanto no Rio (19%) como em São Paulo (23%), o maior receio é quanto à honestidade de quem está vendendo o imóvel.

Já entre a classe B, a preocupação com a qualidade do imóvel foi a mais citada nas duas cidades, alcançando 17% das menções em ambas. A classe C, por sua vez, tem como maior medo não receber o imóvel no Rio (14%) e a idoneidade do vendedor em São Paulo (15%).