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A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a 52% em abril, enquanto a aprovação ficou em 43%. O resultado mantém a avaliação negativa como maioria e reforça um padrão que se consolidou ao longo dos últimos meses.
A série histórica indica estabilidade em patamar elevado. A desaprovação oscilava em torno de 49% a 51% desde o fim de 2025 e volta a subir para 52% na rodada atual, enquanto a aprovação recua de 44% para 43%. O movimento não altera a tendência, mas reforça a dificuldade de reversão no curto prazo, o que acende alertas na campanha do petista à reeleição.

O recorte regional mostra que a rejeição se concentra fora do Nordeste, região historicamente mais ligada à esquerda. No Sudeste, 58% desaprovam o governo, com apenas 38% de aprovação. No Sul, a desaprovação chega a 62%, contra 32% de aprovação. No Centro-Oeste/Norte, o índice também é elevado, com 58% de rejeição e 36% de aprovação. O Nordeste segue como exceção, com 63% de aprovação e 32% de desaprovação.
Por renda, o padrão indica maior rejeição entre os mais ricos. Entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, 62% desaprovam o governo e 35% aprovam. Na faixa intermediária, de dois a cinco salários mínimos, a desaprovação é de 57%, contra 38% de aprovação. Entre os mais pobres, o cenário se inverte: 57% aprovam e 37% desaprovam.
O corte por escolaridade segue a mesma lógica. Entre eleitores com ensino superior, a desaprovação atinge 62%, com 34% de aprovação. No ensino médio, são 57% de rejeição e 37% de aprovação. Já entre quem tem ensino fundamental, Lula mantém vantagem, com 54% de aprovação e 42% de desaprovação.
Entre grupos religiosos, a diferença também é expressiva. Entre evangélicos, a desaprovação chega a 68%, com apenas 28% de aprovação. Entre católicos, o cenário é mais equilibrado, com 46% de desaprovação e 49% de aprovação.
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O levantamento também mostra maior rejeição entre homens, onde 55% desaprovam o governo e 42% aprovam. Entre mulheres, o quadro é mais dividido, com 49% de desaprovação e 45% de aprovação.
Na divisão por idade, a desaprovação é majoritária entre eleitores de 16 a 34 anos, com 56%, e entre 35 e 59 anos, com 54%. Apenas entre os mais velhos, com 60 anos ou mais, o governo mantém saldo positivo, com 51% de aprovação e 44% de desaprovação.
Outro indicador relevante aparece na relação com programas sociais. Entre beneficiários do Bolsa Família, a aprovação chega a 59%, com 37% de desaprovação. Entre quem não recebe o benefício, a rejeição sobe para 56%, contra 39% de aprovação.
A pesquisa Quaest, contratada pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas pessoalmente, entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-09285/2026.