CPI d BNDES

Deputados se irritam com recusa de Bumlai em responder perguntas na CPI

Pecuarista, por meio de seus advogados, já tinha avisado que não iria responder as perguntas, alegando o direito constitucional de permanecer calado

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O pecuarista José Carlos Bumlai irritou deputados da CPI do BNDES ao se recusar a responder perguntas no depoimento, que começou às 14h50.

Bumlai, por meio de seus advogados, já tinha avisado que não iria responder as perguntas, sob a alegação de que, por ter sido preso pela Operação Lava Jato, encontra-se na condição de investigado e tem o direito constitucional de permanecer calado.

A defesa dele pediu a dispensa do empresário ao presidente da CPI, deputado Marcos Rotta (PMDB-AM) e ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), sem sucesso. Mas Bumlai compareceu à reunião da CPI amparado por um habeas corpus concedido pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal.

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“Sua postura é covarde e antipatriótica. O senhor apostou na impunidade por ser amiguinho de autoridade. Seu silêncio é ensurdecedor e o senhor não pode vir aqui fazer todo mundo de palhaço”, disse o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), um dos autores do requerimento de convocação do empresário.

Bumlai se recusou a responder as perguntas de Jordy, que queria saber se ele conhecia o empresário Eike Batista e o operador Fernando Soares, conhecido como Baiano, bem como as condições dos empréstimos que as empresas dele obtiveram junto ao BNDES.

“Vou me manter calado, deputado”, respondeu Bumlai a todas as questões.

“Vou abrir mão de perguntar porque isso aqui é uma vergonha”, disse o deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP).

Conhecido pela amizade com o ex-presidente Lula, Bumlai está preso em Curitiba, acusado de obter propina por intermediar contratos de empresas junto à Petrobras.

Segundo o Ministério Público, Bumlai obteve vantagens do banco Schahin em troca de um contrato de fornecimento de navio sonda para a Petrobras por uma das empresas do grupo. De acordo com a suspeita, o banco teria perdoado uma dívida de R$ 21 milhões de Bumlai depois da operação.

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