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Embate na Petrobras

Deputado do DEM apresenta queixa-crime contra presidente da Petrobras

O argumento do deputado Onix Lorenzoni é que Graça Foster, em depoimento na CPMI no dia 11 de junho, negou conhecimento do pagamento de propinas a funcionários da Petrobras, mas confirmou, no último dia 17 de novembro, que a estatal sabia do caso desde março

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) apresentou hoje ao Ministério Público uma queixa-crime contra a presidente da Petrobras, Graça Foster, por falso testemunho. “Não é mais admissível que uma presidente de uma companhia desse porte venha ao Congresso e minta, omita e esconda informações vitais”, afirmou há pouco durante reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a estatal.

O argumento de Lorenzoni é que Graça Foster, em depoimento na CPMI no dia 11 de junho, negou conhecimento do pagamento de propinas a funcionários da Petrobras, mas confirmou, no último dia 17 de novembro, que a estatal sabia do caso desde março. Segundo ela, após o relato sobre a propina, a SBM foi afastada das licitações da estatal. Os contratos atuais, porém, não sofreram qualquer alteração.

Por causa das declarações de Foster, o PSDB pediu na quinta-feira (19) à Procuradoria da República no Distrito Federal e ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) que ela seja afastada do cargo imediatamente. Na representação, o PSDB afirma que Graça Foster cometeu dois crimes: falso testemunho e prevaricação, que é a omissão do dever funcional.

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A estatal tem, desde 1996, 27,67 bilhões de dólares em contratos com a SBM Offshore para fretar dez plataformas (nove aluguéis e uma construção). Das 23 plataformas do tipo FPSO (Unidades Flutuantes de Produção, Armazenamento e Descarga) da Petrobras, oito são da SBM Offshore.

Lula e Dilma
O líder da Minoria no Congresso, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), disse há pouco que apresentará requerimentos para convidar a presidente Dilma Rousseff e convocar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele pediu uma reunião extraordinária da comissão na próxima terça-feira (2).

Segundo Caiado, tanto Lula quanto Dilma tiveram condições de adotar medidas para estancar os desvios de recursos da estatal, mas nada fizeram.

A CPMI está reunida no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.