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O ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) foi eleito senador da República pelo Paraná neste domingo (4). O ex-deputado federal venceu após reviravoltas na Justiça Eleitoral. Dallagnol teve a candidatura cassada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A decisão foi revertida hoje pelo presidente da corte, o ministro Kassio Nunes Marques.
A outra vaga para Senado no estado ficou com Filipe Barros (PL). Com 90,35% da seção apurada, ele tinha 27,39% dos votos válidos, enquanto Dallagnol tinha 25,35%. O candidato do Republicanos, Alexandre Curi, ficou em terceiro lugar, com 16,62% dos votos válidos. A candidata pelo PT, Gleisi Hoffmann, ficou com 13,26%

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O ex-procurador da Operação Lava Jato teve sua candidatura questionada pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT e PDT. No argumento da coligação, Dallagnol teria descumprido a Lei da Ficha Limpa porque deixou o cargo de procurador do MPF (Ministério Público Federal) em momento que era alvo de procedimentos disciplinares internos.
Por causa da irregularidade, o ex-deputado federal se tornou inelegível a partir de uma decisão do próprio TSE em 2023. O mandato que exercia como deputado federal também foi cassado.
O ex-procurador conquistou, ainda neste domingo, o direito de ter os votos computados no dia do pleito pelo ministro Nunes Marques. A decisão aconteceu horas depois de o ministro Floriano de Azevedo Marques, também do TSE, cassar a candidatura do ex-procurador. Na decisão barrada pelo presidente da Corte, ele determinou que a candidatura de Dallagnol ganhasse o status de indeferida e que os votos recebidos por ele fossem considerados nulos.
(com Estadão Conteúdo)
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