Defesa de Lulinha cita “fishing expedition” e diz que PF tenta achar crime sem provas

Advogado de Fábio Luís Lula da Silva afirma que investigação autorizada pelo STF não encontrou irregularidades e defende atuação responsável da Polícia Federal

Marina Verenicz

Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 04/03/2008. O empres·rio F·bio LuÌs Lula da Silva, conhecido como Lulinha, È visto no sambÛdromo da MarquÍs de SapucaÌ durante o desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval. - Crédito: PAULO GIANDALIA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/
Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 04/03/2008. O empres·rio F·bio LuÌs Lula da Silva, conhecido como Lulinha, È visto no sambÛdromo da MarquÍs de SapucaÌ durante o desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval. - Crédito: PAULO GIANDALIA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/

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A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, reagiu à decisão que autorizou a abertura de um inquérito para investigar suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em entrevista à CNN, o advogado Marco Aurélio de Carvalho classificou a apuração como uma “fishing expedition”, expressão jurídica usada para descrever uma investigação conduzida sem indícios concretos, na expectativa de encontrar provas que justifiquem uma acusação.

Segundo o advogado, a Polícia Federal já realizou diligências contra seu cliente, incluindo a quebra de sigilos, sem identificar qualquer irregularidade.

“Mais uma vez, vamos mostrar que Fábio não cometeu nenhuma irregularidade. O pedido de quebra de sigilo foi realizado, e nada foi encontrado até hoje. Não existe nenhuma irregularidade”, afirmou.

Na avaliação da defesa, a nova investigação representa uma tentativa de encontrar elementos incriminatórios onde, até agora, eles não apareceram.

“A Polícia Federal sabe que não há nada contra Fábio. Talvez esteja realizando uma fishing expedition”, disse Marco Aurélio à CNN.

Nova investigação

Na quinta-feira (30), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito solicitado pela Polícia Federal para apurar suspeitas de que Lulinha tenha praticado os crimes de tráfico de influência e corrupção em negociações relacionadas ao mercado de cannabis medicinal.

A investigação busca esclarecer se o empresário atuou para favorecer o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em tratativas envolvendo o Ministério da Saúde.

Segundo a Polícia Federal, os fatos investigados são distintos da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos associativos de aposentadorias e pensões do INSS, embora tenham surgido a partir de elementos reunidos durante essa apuração.

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