Presidente da Câmara

Cunha: parecer do TCU sobre contas de Dilma não deve ser votado pelo Congresso neste ano

Eduardo Cunha reafirmou que a palavra final sobre o parecer do TCU é do Congresso Nacional: “há um componente político, mas quem fez a politização foi o próprio governo, que deu uma dimensão ao processo até muito maior do que poderia ter"

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Ao falar sobre a votação do Tribunal de Contas da União (TCU), que rejeitou ontem as contas da presidente Dilma Rousseff relativas a 2014, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, disse duvidar que o parecer da corte seja votado no Congresso ainda neste ano. “O trâmite é lento. Agora vai para Comissão Mista de Orçamento (CMO), vai ter o debate lá, depois vai para a Mesa do Congresso, que distribui para o Senado. Então, depende do Senado”, explicou.

Eduardo Cunha reafirmou que a palavra final sobre o parecer do TCU é do Congresso Nacional. “Há um componente político, mas quem fez a politização foi o próprio governo, que deu uma dimensão ao processo até muito maior do que poderia ter. Foi mais um erro político do governo”, afirmou.

Bloco
Eduardo Cunha também negou que tenha qualquer responsabilidade na dissolução do bloco parlamentar formado pelo PMDB , PP, PTB, PSC, PHS, PEN. “É normal que o bloco se desfaça, pois havia divergências nas votações; mas eu não tive participação, nem gesto político em relação a isso e não houve nenhum ato de retaliação ao líder do PMDB [Leonardo Picciani – RJ]”, afirmou o presidente.

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Ontem (7), durante a votação da MP 678/15, o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) informou ao Plenário que PP, PTB, PSC e PHS formaram um novo bloco sem a presença do PMDB.

Denúncia
O presidente disse que não irá se pronunciar sobre as denúncias envolvendo seu nome da Operação Lava-Jato. “Quem fala é o meu advogado. São variações do mesmo tema, contraditórias uma com a outra. Se eu for notificado, os advogados vão falar”, informou.

Eduardo Cunha já afirmou ser inocente e ressaltou não ter cometido nenhuma irregularidade. Ele disse que foi escolhido para ser investigado como parte de uma tentativa do governo de calar e retaliar a sua atuação política.

Impeachment
Cunha informou ainda que rejeitou outro pedido de impeachment e que outros dois novos foram protocolados na Casa. “É igual a fila de táxi: sai um, entra outro”, ironizou.

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