Frases da semana

Cunha e Dilma nas cordas, “pedaladas da oposição” e validade de Levy: as frases da semana

Eduardo Cunha está desconfiado (e encalacrado), enquanto Dilma tenta se defender

SÃO PAULO – Entre decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre impeachment e Eduardo Cunha cada vez mais encurralado, o noticiário político foi mais uma vez o destaque.

Além do parlamentar, a presidente Dilma Rousseff luta para permanecer no cargo e reage às tentativas da oposição de fazer o impeachment prosseguir. Em meio à política conturbada, a Fitch rebaixou o rating brasileiro para BBB- e avisou: a política está contaminando a economia. 

Confira abaixo as principais frases:

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“Vão ter que me aturar um pouquinho mais”
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, em resposta a PSOL e Rede, que abriram representação no Conselho de Ética por quebra de decoro contra o parlamentar

“É tão ridícula que me atribui diálogos com pessoas com as quais não falo há três meses”
Cunha, negando qualquer tipo de acordo para negociar com o governo sua manutenção no cargo, em troca do arquivamento de pedidos de impeachment contra a presidente Dilma

 “Se eu derrubo Dilma agora, no dia seguinte, vocês me derrubam”
Cunha, em encontro com líderes da oposição, ao declarar que não confia na oposição

“Em relação à titularidade das contas, objeto da transferência de processo por parte da Suíça, não há a menor dúvida de sua vinculação com Eduardo Cunha e Cláudia Cruz. Os elementos nesse sentido são abundantes e evidentes”
Procuradoria Geral da República, ao informar ao STF (Supremo Tribunal Federal) que há indícios suficientes de que as contas atribuídas ao presidente da Câmara dos Deputados na Suíça são produto de crime

“O inusitado modo de formação do referido procedimento, o que, por si só, justifica um pronunciamento do Supremo Tribunal Federal a respeito”
Teori Zavascki, ministro do STF, sobre Cunha, em liminar que impediu que a oposição entre com recurso para levar a questão a plenário se Cunha rejeitar um pedido de afastamento da presidente

Pedaladas políticas

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“Para enfrentar o que precisa ser enfrentado, somente alguém com a legitimidade de uma eleição”
Aécio Neves, ao dizer que se recusaria a assumir imediatamente o cargo mais alto do país se a presidente Dilma Rousseff tiver o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral

“Não está certo tentar chegar ao poder através de vamos dizer assim, isso sim, pedaladas políticas, isso sim é pedalada. É chegar ao poder através de atalhos. Atalhos, porque eu sou uma presidente que tem uma vida ilibada”
Dilma Rousseff, ao defender seu mandato e criticar o “golpismo” da oposição

“E quais eram as coisas que a Dilma tinha que pagar? Ela fez as pedaladas para pagar o Bolsa Família. Ela fez as pedaladas para pagar o Minha Casa, Minha Vida”
Lula, durante um evento em São Bernardo do Campo na terça-feira  

“Ganhamos as eleições com um discurso e os nossos adversários perderam as eleições com um discurso. Mas a impressão que passamos para a sociedade é que adotamos o discurso de quem perdeu. É o que está na cabeça do povo”
Lula, criticando o ajuste fiscal implementado pela presidente Dilma Rousseff no segundo mandato

Rebaixamento pela Fitch

“O difícil ambiente político está afetando o progresso da agenda legislativa do governo e criando reações negativas para a economia”
Fitch Ratings, em comunicado informando que rebaixou a nota do Brasil para BBB-

“Estamos prisioneiros da resolução do imbróglio político”
Otaviano Canuto, representante do Brasil no FMI (Fundo Monetário Internacional) a jornalistas, durante a assembleia do Conselho Empresarial da América Latina (Ceal), no Rio. 

“Agrava a situação e era esperado. Vamos ver aí um desdobramento muito mais grave do ponto de vista do caos econômico”
Rubens Bueno, líder do PPS, ao criticar o governo após o rebaixamento

“É uma notícia boa porque nós sabemos que a economia vive em torno de expectativas. Embora se dê uma sobrevalorização ao papel dessas agências de risco, nós não podemos negar que elas terminam sendo uma referência aos investidores, para o mercado de modo geral”
líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), ao dizer que a decisão da agência de manter o grau de investimento do Brasil passa a crença de que o País vai superar o momento de dificuldade. 

“Em relação a Moody’s, acreditamos que o amplo espaço para surpresas negativas no cenário base da agência farão com que seja quase inevitável que ela ajuste o rating soberano, também durante o primeiro semestre do próximo ano”
Bruno Rovai, economista do Barclays, ao destacar que o rating do Brasil pode virar “junk” em breve. 

Levy no radar

“Temos que estar juntos para avançar e virar essa página da questão fiscal, mas ela tem que ser virada, resolvida, e vamos juntos para a retomada do crescimento, relaxamento do crédito e volta da inflação ao caminho de declínio”
Joaquim Levy, ministro da Fazenda, sobre a importância do ajuste fiscal 
 

“Ministro, esqueça a CPMF, qualquer um nesta Casa sabe que ela não será aprovada”
Arthur Maia, deputado do Solidariedade (BA), ao afirmar que  o ajuste fiscal apresentado pelo governo é uma peça de ficção, já que se baseia na aprovação da CPMF

“Levy tem prazo de validade”
Lula, em suposta frase que ele teria dito à Dilma na quinta-feira. Ele pediu mudanças na política econômica para sair da crise, além de defender o afrouxamento do ajuste fiscal  

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