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Aproximação

Cunha afirma que atuação do governo no Senado não vai constranger a Câmara

Para o presidente da Câmara, não adianta apresentar propostas boas se o ambiente é ruim; “E o que faz o ambiente ruim é a perda de confiança”, afirmou

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, comentou hoje sobre o conjunto de 28 propostas que o governo começou a negociar ontem com a base governista do Senado, incluindo o presidente do Congresso, Renan Calheiros, para tentar reduzir a crise política e melhorar a situação econômica do País. “É uma tentativa de dizer que só existe o Senado e que está tudo bem. Mas isso não vai constranger a Câmara”, disse Cunha.

Para o presidente da Câmara, não adianta apresentar propostas boas se o ambiente é ruim. “E o que faz o ambiente ruim é a perda de confiança”, afirmou. “O governo tem que fazer sua parte, que é recompor sua base e cortar gastos.”

Cunha ressaltou que o governo precisar atuar dos dois lados, tanto na Câmara quanto no Senado. E lembrou que o Senado não aprovou todo o ajuste fiscal proposto pelo Executivo, quando Renan Calheiros decidiu devolver a medida provisória que reduzia o benefício fiscal de desoneração da folha de pagamentos, em março. “Se o Senado tivesse aprovado todo o ajuste, o país estaria numa situação melhor.”

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AGU
Questionado por jornalistas sobre a conversa que teve por telefone com o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, na sexta-feira passada, Cunha afirmou que tratou apenas da decisão da AGU de assinar pedido da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) para anular a aprovação pela Câmara de três contas de presidentes da República.

Adams afirmou à imprensa que Cunha cobrou da AGU que pedisse ao Supremo Tribunal Federal (STF) a invalidação das provas coletadas na Câmara contra ele. “Ele [Adams] está mentindo. Não tratei desse assunto com ele”.

Cunha criticou a interferência da AGU na questão da aprovação de contas presidenciais e disse que vai tirar do órgão a competência de representar a Câmara nos tribunais superiores. Segundo Cunha, a Câmara possui advogados em número suficiente para defender a instituição nesses tribunais.