Como?

Cunha admite que controla contas na Suíça, mas vai reiterar que não mentiu na CPI

Segundo a Folha, estratégia de defesa é afirmar que as contas são administradas por empresas e trustes controlados por Cunha; ele falará que foi questionado na CPI se era titular de contas e que isso ele não é

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SÃO PAULO –  O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) adiantou a colegas detalhes da defesa no Conselho de Ética que pretende tornar pública, de acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo. Inclusive, ele destacou que é o controlador de contas na Suíça, ao contrário do que falou na CPI da Petrobras, em março.

Porém, ele insistirá na ideia de que não mentiu à CPI da Petrobras, quando declarou que não possui contas no exterior. 

A estratégia para tanto é mostrar os documentos enviados ao Brasil pela Suíça. As contas são administradas por empresas e trustes controlados por ele, e que têm ele e seus familiares como beneficiários. Cunha falará que foi questionado na CPI se era titular de contas e que isso ele não é, uma vez que elas foram registradas por empresas que abriu no exterior. 

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Porém, informa a Folha, aliados destacam fragilidades no argumento, já que não há dúvidas de que ele era o beneficiário e dono do dinheiro das contas. E, além disso, Cunha negou que tenha “qualquer tipo” de conta além da declarada à Receita Federal no Brasil. Ao ser questionado se tinha empresas offshore, ele não respondeu. 

Deputados destacaram ainda para a Folha que o presidente da Câmara diz que não sabia a origem do 1,3 milhão de francos suíços depositados em 2011 numa de suas contas pelo lobista João Augusto Henriques e ainda afirmou que o dinheiro movimentado em suas contas tem como origem negócios legítimos que ele teria feito nos anos 80 e 90, antes de entrar na política. Seu erro, assim, teria sido o de não declarar as contas até hoje.

Vale destacar que o presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, José Carlos Araújo (PSD-BA), deve anunciar hoje o relator do caso contra o presidente da Cas. O processo para investigar se houve quebra de decoro do peemedebista foi aberto formalmente na terça-feira (3). Cunha é acusado de receber propina para viabilizar negócios da Petrobras e de manter contas secretas na Suíça.

Na lista de possíveis relatores, sorteados entre os integrantes do colegiado, estão Fausto Pinato (PRB-SP), Vinicius Gurgel (PR-AP) e Zé Geraldo (PT-PA). A função não pode ser assumida por parlamentares do PMDB ou do Rio de Janeiro, partido e estado de Cunha. 

Protesto
Ontem, um protesto contra Cunha, durante entrevista coletiva, causou confusão na Câmara dos Deputados. 
Durante a entrevista, dois manifestantes: Tiago Pará e Carla Bueno – contrários à permanência de Cunha na Presidência da Câmara – gritaram: “trouxeram sua encomenda da Suíça” e jogaram sobre Cunha várias cédulas falsas de dólares com uma foto do deputado no centro. Os policiais agiram rápido e conduziram os manifestantes até o Depol para a tomada dos depoimentos.

Cunha continuou a entrevista e disse que irá “restabelecer a ordem” na Câmara e que não vai se intimidar com a atitude de “um militante contratado”. “Não vou por causa de um militante encomendado para fazer agressão, me intimidar e constranger… Não vou pautar a minha atuação por causa de um militante. Vou impor a ordem à Casa, pode ter certeza”, disse.

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(Com Agência Brasil)

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