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Alvo de críticas de aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o advogado Vicente Santini já atuou em cargos de confiança do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), antes de assumir a coordenação da campanha presidencial. Nos últimos dias, no entanto, a sua atuação junto ao grupo empresarial J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, provocou incômodo entre pessoas próximas ao senador.
Durante a gestão Bolsonaro, José Vicente Santini chegou a comandar a Secretaria Nacional de Justiça e também exerceu a função de secretário-executivo da Casa Civil, cargo do qual foi exonerado em 2020 por utilizar um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para uma viagem à Índia. À época, o presidente considerou como “inadmissível” o uso da aeronave em um voo para três servidores. Posteriormente, o advogado também foi nomeado assessor do Ministério do Meio Ambiente e assessor especial da Presidência da República.
Em 2023, após a derrota do ex-presidente nas urnas, Santini foi nomeado por Tarcísio para chefiar o escritório do estado de São Paulo em Brasília. Já diante da escolha da equipe de Flávio neste ano, o advogado passou a integrar, junto do irmão Nelson, o núcleo de planejamento da campanha, assumindo o papel de coordenação da agenda do senador.

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Em paralelo, no entanto, Vicente manteve sua atuação como representante legal da J&F. Enquanto dono do grupo empresarial, Joesley Batista, por sua vez, tem contrariado os interesses de Flávio ao manter interlocução com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em maio, por exemplo, ele ajudou a intermediar o encontro entre o petista e Donald Trump.
Segundo parte dos interlocutores da campanha de Flávio, a atuação do coordenador da campanha junto aos irmãos Batista tem provocado um mal-estar, aprofundado na última semana pela participação do advogado em um evento em Washigton junto a Joesley.
O encontro reuniu autoridades, como o secretário de estado americano Marco Rubio, empresários e convidados para as comemorações dos 250 anos da independência dos EUA e aconteceu antes da chegada de Flávio em território americano na semana passada.
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A presença de Santini no local foi revelada pelo Metrópoles e confirmada pelo GLOBO, mas não teria sido informada ao pré-candidato, a Eduardo Bolsonaro nem a Paulo Figueiredo, tido um dos principais responsáveis pela articulação da agenda internacional do senador.
A interlocutores, Santini minimizou a repercussão e avaliou não entender por que sua presença no evento estaria sendo associada à campanha de Flávio. Também teria argumentado que participa regularmente de eventos no Brasil e no exterior e que sua ida ao encontro não dependia da presença de Figueiredo ou de qualquer outro intermediário.