Crise com os EUA entra na corrida presidencial em nova pesquisa AtlasIntel

Pesquisa que será divulgada na terça-feira (28) volta a incluir a ex-primeira-dama nos cenários eleitorais

Marina Verenicz

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert / PR) - Senador Flávio Bolsonaro (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert / PR) - Senador Flávio Bolsonaro (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Publicidade

A próxima rodada da pesquisa AtlasIntel, prevista para ser divulgada na terça-feira (28), deve oferecer um retrato de como a disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos repercute na corrida presidencial de 2026.

Pela primeira vez desde a imposição das tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, o instituto incluiu perguntas específicas sobre o tema e seus possíveis efeitos eleitorais.

O levantamento vai investigar como os eleitores avaliam a condução das negociações pelos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Donald Trump, a percepção sobre as motivações das tarifas e se os Estados Unidos estariam interferindo no processo eleitoral brasileiro.

Também serão medidos a imagem de Trump, a percepção sobre os EUA e a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL) durante a crise comercial.

Além do novo bloco de perguntas, a pesquisa volta a testar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como alternativa da direita. Ela aparecerá tanto em um cenário hipotético de primeiro turno quanto em uma simulação de segundo turno contra Lula.

A coleta começou na quarta-feira (22) e segue até segunda-feira (27), segundo registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao todo, serão entrevistados 5 mil eleitores com 16 anos ou mais por meio de questionário via internet. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos. O estudo foi contratado pela AtlasIntel Tecnologia de Dados Ltda., ao custo de R$ 80 mil, e está registrado sob o número BR-08602/2026.

Última rodada deu vantagem a Lula

Na pesquisa anterior, divulgada em 1º de julho, Lula liderava o principal cenário de primeiro turno com 46,3% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que registrava 36,6%.

Na sequência apareciam Renan Santos (Missão), com 7,8%; Ronaldo Caiado (PSD), com 2,9%; Romeu Zema (Novo), com 2%; Joaquim Barbosa (DC), com 1%; Aécio Neves (PSDB), com 0,7%; Samara Martins (UP), com 0,6%; Augusto Cury (Avante), com 0,5%; Cabo Daciolo (Mobiliza), com 0,3%; Rui Costa Pimenta (PCO), com 0,1%; e Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU), ambos com 0%.

Brancos e nulos somavam 1,1%, enquanto 0,1% disseram não saber em quem votar.

Continua depois da publicidade

Nos confrontos diretos, Lula também aparecia à frente de todos os adversários testados. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente registrava 48,8% das intenções de voto, ante 42,3% do senador.

Nos demais cenários, Lula tinha 48% diante de Ronaldo Caiado (39%), 48,2% contra Romeu Zema (38,5%), 49,2% frente a Renan Santos (28,9%) e 48,7% em uma eventual disputa com Michelle Bolsonaro, que marcava 38,9%.

A nova rodada será a primeira oportunidade para verificar se o tarifaço dos Estados Unidos alterou a percepção dos eleitores sobre os pré-candidatos ou influenciou a disputa de narrativas entre governo e oposição, tema que passou a ocupar o centro do debate político nas últimas semanas.

Continua depois da publicidade