Crise aérea afeta os planos do PAC, afirma representante do Governo na Câmara

Segundo o deputado José Múcio Monteiro, crise nos aeroportos tem prejudicado as votações das medidas do programa

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SÃO PAULO – O líder do governo na Câmara, deputado José Múcio Monteiro (PTB-PE), admitiu que a crise aérea tem prejudicado as votações das medidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo ele, toda a discussão, por mais simples que seja, termina no assunto “apagão aéreo”, o que prolonga os debates no plenário e garante palanque para a oposição.

“A Câmara é uma caixa de ressonância. O que acontece lá fora se reflete aqui dentro tanto que nesta semana tivemos uma atividade bem precária, aprovamos apenas uma medida provisória”, afirmou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já demonstrou preocupação com a demora na votação das medidas provisórias que compõem o PAC. Em reunião com o conselho político na última segunda-feira, Lula questionou os líderes partidários sobre quando termina a votação das medidas provisórias.

Medidas aguardam aprovação

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No dia 22 de abril, fará três meses que o governo encaminhou as medidas provisórias do PAC para o Congresso Nacional. Até agora, apenas três de nove foram aprovadas pela Câmara dos Deputados, sendo que nenhuma foi discutida no Senado. Para que sejam convertidas em lei, as medidas têm que ser aprovadas nas duas Casas Legislativas.

A expectativa é que na próxima semana sejam votadas pelos menos mais três medidas provisórias. “Para a próxima semana já temos três relatórios prontos”, afirmou Múcio.

Para isso, a disposição é enfrentar a oposição se não houver acordo. “Nós temos que legislar com ou sem tranqüilidade. Temos que separar os problemas. O PAC é uma coisa e a CPI do Apagão é outra”, completou o deputado.