Crédito imobiliário avançará para R$ 28 bilhões em 2008; burocracia diminuirá

Segundo a Abecip, prazo médio para pedir o financiamento, que hoje é de 45 dias, cairá para cinco no ano que vem

SÃO PAULO – O SFH (Sistema Financeiro de Habitação) deve movimentar R$ 28 bilhões em empréstimos para a compra de imóveis em 2008. Em relação à expectativa para este ano, em torno de R$ 24 bilhões, deve haver crescimento de quase 17%. As expectativas foram divulgadas nesta segunda-feira (26) pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

Alongamento de prazos ou redução do teto de juro – que atualmente é de 12% ao ano, mais a variação da TR (taxa referencial) – estão descartados pela entidade. De qualquer maneira, o diretor-geral da associação, Osvaldo Correia Fonseca, prevê menor burocracia para a tomada do crédito no ano que vem. “A liberação, que hoje demora 45 dias, deve passar para cinco dias, com a concentração da matrícula do ônus sobre imóvel”, previu.

SBPE x FGTS

No âmbito do SFH, são possíveis duas modalidades de empréstimo: com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) ou do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

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De acordo com Fonseca, neste ano, o SBPE deve emprestar algo em torno de R$ 17 bilhões a R$ 18 bilhões, sendo que a cifra deve saltar para R$ 22 bilhões no ano que vem. Para o FGTS, é prevista uma estabilidade em R$ 6 bilhões.

Avanço

Atualmente, o crédito imobiliário corresponde a 2,2% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Essa proporção deve subir para 4% em 2008, mas o ideal é que sejam atingidos 10%, assim como em outros países emergentes. “Isso conseguiremos só em meados da próxima década, entre 2013 e 2014”, apostou Fonseca.

Pelo SBPE, a liberação de dinheiro para a compra da casa neste ano deve permitir a comercialização de 190 mil unidades residenciais, número que deve saltar para 230 mil em 2008 e atingir o recorde de 280 mil em 2009.

“Não é possível fazer previsões sobre o crédito com recursos do FGTS porque depende muito da politica que o Conselho Curador do FGTS adotar. São feitas modificações com muita freqüência”, finalizou.