Crédito do Trabalhador: governo libera FGTS como garantia no consignado privado

Medida amplia o programa Crédito do Trabalhador, que tenta promover a oferta de créditos com juros baixos para trabalhadores do setor privado

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, no Palácio Itamaraty, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, no Palácio Itamaraty, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert / PR

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O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (29), a autorização para o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia na contratação de crédito consignado privado. Trabalhadores poderão dar como garantia até 35% das verbas rescisórias em caso de saída do emprego, 100% da multa do FGTS e 10% do saldo no fundo.

No caso de contratações feitas pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, as garantias poderão cobrir até 100% do valor do crédito contratado. Em contratações diretas nos canais dos bancos, somente 50% do valor será liberado.

Créditos que utilizarem a garantia do FGTS só poderão ter taxas de juros de até 1,99% ao mês.

O anúncio faz parte do programa Crédito do Trabalhador, que opera desde março de 2025 para facilitar a contratação de crédito consignado para trabalhadores do setor privado com taxas de juros mais baixas.

O objetivo da nova medida é ampliar a concorrência entre as instituições financeiras e, por consequência, promover a oferta de juros mais baixos aos trabalhadores.

O Ministério do Trabalho e Emprego antecipou que ainda serão anunciadas novas etapas do programa. A previsão é que a próxima atualização amplie a medida para contemplar operações de refinanciamento e portabilidade de contratos já existentes.

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Caio César
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