CPMI avalia condução coercitiva de ex-noiva de Vorcaro

Parlamentares não localizaram Martha Graeff, considerada peça-chave no caso INSS

Marina Verenicz

Martha Graeff e Daniel Vorcaro  - Reprodução/Redes Sociais
Martha Graeff e Daniel Vorcaro - Reprodução/Redes Sociais

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A CPMI que investiga fraudes em aposentadorias do INSS passou a considerar a condução coercitiva de Martha Graeff, ex-noiva do empresário Daniel Vorcaro, após tentativas frustradas de localizá-la para depoimento. A informação foi publicada pelo Valor Econômico.

A influenciadora havia sido convocada para prestar esclarecimentos nesta segunda-feira (23), mas não foi encontrada pela Polícia Legislativa do Senado. Segundo a assessoria da comissão, diversas tentativas de contato foram realizadas sem sucesso.

Parlamentares defendem a oitiva de Martha Graeff por entenderem que ela pode fornecer informações relevantes sobre as conexões políticas e institucionais de Vorcaro, investigado no caso do Banco Master.

A convocação foi aprovada na condição de testemunha, o que torna o comparecimento obrigatório. Além da CPMI do INSS, ela também é esperada para depor na CPI do Crime Organizado do Senado, em sessão marcada para quarta-feira (25).

Dificuldade operacional pressiona comissão

Diante da ausência, integrantes do colegiado passaram a discutir medidas para garantir a presença da convocada, incluindo a possibilidade de condução coercitiva — instrumento que permite levar a testemunha mediante força policial para prestar depoimento.

Apesar disso, o prazo curto para conclusão dos trabalhos pode limitar a eficácia da medida. A CPMI tem encerramento previsto para o dia 28, o que reduz a janela para execução de eventuais diligências.

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A dificuldade em ouvir a testemunha ocorre em um momento considerado decisivo para a comissão, que busca consolidar provas e esclarecer a estrutura do esquema investigado.

Sem a confirmação do depoimento, parlamentares avaliam alternativas para avançar na apuração das relações entre o grupo investigado e agentes públicos.