CPI do Crime Organizado aprova convocação de ex-governadores Castro e Ibaneis Rocha

Comissão busca esclarecer decisões sobre BRB e possível conexão com esquema financeiro

Marina Verenicz

Ibaneis Rocha (MDB), ex-governador do Distrito Federal (Foto: José Cruz/Agência Brasil) - Cláudio Castro (PL), governador do Rio de Janeiro (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Ibaneis Rocha (MDB), ex-governador do Distrito Federal (Foto: José Cruz/Agência Brasil) - Cláudio Castro (PL), governador do Rio de Janeiro (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado decidiu convocar os ex-governadores Cláudio Castro e Ibaneis Rocha para prestar depoimento no âmbito das investigações sobre o caso Master. A medida foi aprovada nesta terça-feira (31) e amplia o alcance político da apuração.

O foco da comissão é examinar possíveis irregularidades envolvendo operações financeiras, suspeitas de lavagem de dinheiro e uso de instituições bancárias para ocultar recursos de origem ilícita.

Segundo o relator, senador Alessandro Vieira, a convocação busca esclarecer decisões administrativas que podem ter favorecido o grupo investigado.

No caso de Ibaneis, os parlamentares querem entender a atuação do governo do Distrito Federal na gestão do Banco de Brasília (BRB) e sua relação com negociações envolvendo o Banco Master. A avaliação é de que decisões políticas podem ter influenciado a condução dessas operações.

Já a oitiva de Castro está relacionada ao papel do Rio de Janeiro em dinâmicas associadas ao crime organizado. Para o relator, o estado reúne características que o tornam relevante para compreender o funcionamento de esquemas mais complexos.

As convocações, em regra, exigem comparecimento obrigatório.

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A CPI também previa ouvir o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, nesta terça-feira, mas ele não compareceu à sessão. A comissão não detalhou os motivos da ausência.

Com a aprovação dos requerimentos, caberá à presidência da CPI definir as datas das oitivas. Paralelamente, os parlamentares analisam novos pedidos de convocação e de quebra de sigilos bancário e fiscal, o que pode ampliar o escopo da investigação nas próximas semanas.