Cotada a vice de Flávio, Daniella diz que mulheres “não são vítimas”

Ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella defendeu plano de governo para mulheres lançado por Flávio no dia 16

Caio César

Daniella Marques Consentino (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Daniella Marques Consentino (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

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Cotada como candidata à vice na chapa do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a ex-presidente da Caixa Econômica Federal e coordenadora do núcleo de economia da pré-campanha, Daniella Marques, afirmou que o programa Brasil por Elas foi idealizado com base em indicadores sociais e econômicos sobre a realidade das mulheres brasileiras.

O plano de governo voltado ao público feminino foi anunciado por Flávio em 16 de julho, durante uma live ao lado de Daniella. Com 12 medidas previstas, o plano foca em empreendedorismo e no apoio por meio de recursos de tecnologia, como o acesso à internet e uma IA voltada ao público feminino.

Durante transmissão ao vivo no canal do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nesta segunda-feira (20), Daniella defendeu a proposta, afirmando que o plano busca ampliar a autonomia feminina com a inclusão digital e a inserção no mercado de trabalho.

A ex-presidente da Caixa Econômica Federal também criticou a ideia de que mulheres devam ser tratadas como vítimas. “Mulheres não são vítimas da sociedade. São fortes, quem tem força para parir um filho tem força para qualquer coisa”, destacou.

Na conversa, Daniella dirigiu críticas ao PT, afirmando que o partido “rotulou” a pauta feminina como se as mulheres de direita fossem submissas. “Não é. Somos iguais. Está na Bíblia: homens e mulheres são seres iguais perante a Deus e complementares em suas vocações”, acrescentou.

A coordenadora do plano também defendeu que a esquerda tentou difundir a ideia de que a “mulher forte” teria que competir com o homem e ignorou diferenças biológicas entre ambos. “Eles criam essa narrativa que nos aprisiona”, reforçou.

As declarações ocorreram pouco tempo após Flávio voltar a defender que uma mulher seja escolhida como vice em sua chapa e ter citado os nomes de Daniella e das deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-SP).

Em contraponto, o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, afirmou na sexta-feira (17), que Daniella “não tem voto” para ser vice. “Ela tem muito prestígio junto aos empresários e ela é muito competente. Agora, na minha opinião tem que ser alguém que tenha voto. O Bolsonaro [ex-presidente] vai decidir. Ele e o Flávio”, disse Valdemar.

Valdemar defendeu a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como nome ideal e disse que a definição da vice pode ficar em aberto na convenção do partido, que acontece no próximo sábado (25).

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