Corretora avalia como neutra modificação na tributação de sucroalcooleiras

Medida provisória alterando proporção de contribuição entre produtores e distribuidores já foi aprovada pela Câmara

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SÃO PAULO – A modificação nas cobranças do PIS (Programa de Integração Social) e do Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) na produção de açúcar e etanol, aprovada pela Câmara na última terça-feira (17), é vista de maneira neutra pela corretora Itaú.

A Medida Provisória será submetida agora à votação no Senado; caso seja aprovada, os produtores arcarão com 40% da contribuição e os produtores, com 60%. Atualmente, as proporções são de 25% e 75%, respectivamente.

O texto inicial previa que produtores arcassem com 100% dos tributos, refletindo uma tentativa do governo de controlar melhor o pagamento desses impostos. A iniciativa foi revista por pressão dos produtores, que temiam não conseguir repassar o custo adicional total.

Compensação e recomendação

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Apesar do aumento dos custos de produção, o governo oferece também alguns benefícios com as novas regras. Sob a condição de os produtores instalarem um medidor eletrônico da produção, eles poderão descontar dos impostos gastos com aquisição de matéria-prima e equipamentos.

A partir desse cenário, a corretora Itaú recomenda a manutenção dos papéis da Cosan (CSAN3) e da São Martinho (SMTO3), atribuindo-lhes o preço-alvo de R$ 29,30 para o final de 2008.

Tendo como base as cotações de fechamento desta quinta-feira, os potenciais de valorização esperados são de 5,97% e 17,62% respectivamente.