Corregedor-geral da Câmara renuncia a segunda vice-presidência da Casa

Edmar Moreira, proprietário do "castelo de Minas", deverá também ser expulso do DEM, afirmam membros do partido

SÃO PAULO – Para tentar evitar a sua cassação, o corregedor-geral da Câmara, Edmar Moreira (DEM), proprietário do “castelo de Minas”, apresentou no último domingo (8) a noite o seu pedido de renuncia à segunda-vice-presidência da Casa.

O pedido foi enviado por fax ao atual presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB), como uma forma de tentar aliviar a pressão sobre sua posição política e tentar evitar que seja aberto um processo de cassação por quebra de decoro.

No entanto, o partido afirmou que irá expulsá-lo de seu quadro. “Mesmo que ele renuncie, será sumariamente expulso, é o entendimento do partido”, afirmou Rodrigo Maia, lidero nacional do Democratas.

Acusação

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O corregedor-geral está sendo acusado de omitir da sua declaração de bens um castelo localizado em Minas Gerais, que está à venda pela quantia de R$ 25 milhões. Além disso, ele é suspeito de se apropriar ilegalmente de contribuições do INSS feitas por seus empregados.