Elena Landau, que foi coordenadora do programa econômico da candidatura de Simone Tebet (MDB) à Presidência da República, declarou nesta sexta-feira (7) que votará no petista Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições, contra o presidente Jair Bolsonaro (PL).
Landau é mais um nome de peso da economia ligado aos governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), de 1995 a 2002, que decidiu apoiar Lula. Ela foi diretora da área responsável pelo Programa Nacional de Desestatização, uma das bandeiras das gestões de FHC.
Nesta semana, os economistas Armínio Fraga, Pedro Malan, Persio Arida e Edmar Bacha – os dois últimos são considerados “pais do Plano Real” – já haviam divulgado uma carta conjunta em apoio ao petista.
“Meu voto é contra a reeleição de Bolsonaro. Após ver o Congresso Nacional que foi eleito no domingo, é preciso dar um freio a Bolsonaro”, afirmou Landau ao jornal O Globo. “É um Congresso conservador e de direita. Com Bolsonaro, essa combinação não é saudável.”
Segundo a economista, Lula “é a opção que temos no momento” para impedir a reeleição do atual presidente – que, em sua avaliação, seria prejudicial ao país.
“O Brasil escolheu Lula contra Bolsonaro”, justificou Landau. “O Brasil não pode ser um pária no mundo, sem receber investimento, com o risco de o mercado lá fora não colocar o país no radar”, completou.
A campanha do PT vem discutindo a possibilidade de promover um encontro entre o candidato e os economistas de viés liberal que já se manifestaram a favor do ex-presidente. Além de Landau, Armínio, Malan, Arida, Bacha e Lara Resende, fazem parte do grupo o ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles e o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) André Lara Resende.