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O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) abriu um procedimento interno para analisar mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que mencionam o procurador-geral da República, Paulo Gonet, no contexto das investigações relacionadas ao Banco Master. O caso foi distribuído ao conselheiro Francisco de Assis Sanseverino, que será o relator do procedimento.
A abertura ocorreu após deputados federais do Novo acionarem o Conselho Superior para pedir a designação de um subprocurador-geral da República para atuar nas investigações relacionadas ao Banco Master que envolvam Gonet.
O pedido foi apresentado pelos deputados Adriana Ventura (Novo-SP), Marcel van Hattem (Novo-RS), Gilson Marques (Novo-SC) e Luiz Lima (Novo-RJ). No documento, eles solicitaram expressamente que o ofício fosse distribuído imediatamente a um relator, escolhido por sorteio, no Conselho Superior do MPF.

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Agora, caberá a Sanseverino analisar a solicitação. A distribuição do procedimento, por si só, não significa que o Conselho tenha acolhido a tese dos parlamentares sobre eventual impedimento ou suspeição de Gonet.
O requerimento cita especialmente duas petições que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) e tem como pano de fundo um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas a Vorcaro. Segundo o ofício dos deputados, o material registra tratativas envolvendo pedidos para que interlocutores reforçassem contatos com o diretor-geral da PF e com o procurador-geral, além de um convite para evento no exterior dirigido a um familiar de Gonet, com despesas que seriam custeadas por empresas ligadas ao investigado.
Os parlamentares afirmam que não atribuem qualquer conduta ilícita ao procurador-geral. O argumento apresentado ao Conselho é de que existe uma questão institucional a ser resolvida porque parte do material sob apuração trata de interlocuções que teriam como destinatários Gonet ou pessoa de seu núcleo familiar.
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