Conselho do MPF forma maioria para manter Gonet nos casos do Banco Master

Relator rejeitou abertura de investigação criminal e disse não haver elementos mínimos contra o procurador-geral

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O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) formou maioria nesta sexta-feira (25) contra o afastamento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, dos casos relacionados ao Banco Master.

O relator do procedimento, subprocurador-geral Mário Sanseverino, também votou contra a abertura de uma investigação criminal sobre Gonet. Para ele, as referências ao procurador-geral encontradas no celular de Daniel Vorcaro não são suficientes, por si só, para indicar crime ou vínculo indevido.

Sanseverino afirmou que as mensagens precisam ser avaliadas em conjunto e dentro do contexto em que foram trocadas. Segundo o relator, a Polícia Federal não encontrou conversas diretas entre Vorcaro e Gonet nem contato salvo com o nome do procurador-geral.

A maior parte das menções apareceu em diálogos entre Vorcaro e o advogado Ciro Soares.

Para Sanseverino, isso enfraquece a hipótese de uma relação próxima entre os dois. O relator também classificou como isolado o encontro ocorrido em Londres, em abril de 2024, e disse que a reunião, realizada em ambiente social e na presença de outras pessoas, não comprova relação de proximidade ou favorecimento.

Relator vê falta de elementos para investigação

Sanseverino concluiu que não há, até o momento, elementos mínimos de materialidade ou autoria que justifiquem uma investigação criminal contra Gonet.

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Segundo ele, depois de tomar conhecimento das suspeitas envolvendo o Banco Master, em julho de 2025, o procurador-geral adotou medidas de apoio institucional às equipes responsáveis pelas apurações no Distrito Federal e em São Paulo.

O relator também entendeu que eventual questionamento sobre impedimento ou suspeição de Gonet nos processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal deve ser decidido pelo próprio STF, e não pelo Conselho do MPF.

Com isso, considerou prejudicado o pedido para retirar Gonet das investigações relacionadas ao banco.

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Conselho diverge sobre aprofundamento

Apesar da maioria contra o afastamento, houve divergência entre os conselheiros sobre a necessidade de aprofundar a apuração.

A discussão envolve três frentes principais: a atuação de Gonet na condução das investigações sobre o Banco Master, o tratamento dado à prisão preventiva de Daniel Vorcaro e a coordenação das apurações no âmbito do MPF.

A deliberação é inédita no Conselho e ocorre a partir de referências ao nome do procurador-geral encontradas em relatórios produzidos pela Polícia Federal.

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Gonet não participa da sessão porque figura como alvo do procedimento. A reunião é presidida pelo vice-presidente do colegiado, o subprocurador-geral Nicolao Dino.

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Marina Verenicz
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