Conselho de Ética arquiva segunda representação contra Renan Calheiros

Segundo o relator, investigações não levaram a provas que justificassem a cassação do mandato do senador

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SÃO PAULO – O Conselho de Ética do Senado arquivou nesta quarta-feira (14), por nove votos a cinco, a segunda representação contra o presidente licenciado da Casa, Renan Calheiros, por quebra de decoro parlamentar.

A maioria dos membros aprovou o relatório do senador João Pedro, que recomendou o arquivamento das denúncias de que Renan teria trabalhado para reverter dívida de R$ 100 milhões da Schincariol junto ao INSS, depois que a cervejaria comprou fábrica de seu irmão, Olavo Calheiros, por preço acima do mercado.

Segundo o relator, as investigações realizadas no processo não indicaram decoro ou qualquer outra conduta prevista na Constituição que justificasse a cassação de mandato de Renan.

Jogada política

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Em uma jogada política, os senadores do Democratas e do PSDB se abstiveram da votação. Os partidos consideram que, apesar do texto de João Pedro estar bem fundamentado, Renan quebrou o decoro parlamentar ao mergulhar o Senado em uma crise política.

O objetivo da articulação foi não concordar com o arquivamento do texto, já que no terceiro processo, relatado pelo senador Jefferson Péres, vão votar pela cassação de Renan.