Delação polêmica

Comissão na Câmara aprova requerimento pedindo revisão da delação da JBS

A proposta foi assinada por líderes do governo e de 17 partidos políticos, representando 87% do tamanho total da Câmara

(Divulgação JBS Friboi)

SÃO PAULO – Por unanimidade, a  Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou na manhã desta quarta-feira (31) proposta de fiscalização que envolve a JBS. A proposta pede a revisão da delação premiada firmada pelos executivos da companhia com a PGR (Procuradoria-Geral da República). As informações são da Folha de S. Paulo

A proposta foi assinada por líderes do governo e de 17 partidos políticos, representando 87% do tamanho total da Câmara. Vale destacar que, no total, a JBS diz ter pago propina a 1.829 políticos nos últimos anos. “A população está revoltada com o tratamento dado aos sócios e executivos do grupo. Mesmo tendo confessado crimes em série, e considerando a possibilidade de terem cometido crimes pós-delação, tiveram perdão judicial e vivem confortavelmente no exterior”, apontou o deputado Carlos Melles (DEM-MG), relator da proposta na comissão.

O colegiado afirma que tratará da compra de dólares pelo grupo antes da delação e que é alvo de investigação, além da suspeita de irregularidades em operações de crédito do grupo com bancos oficiais. A comissão afirma que irá convocar pessoas e entidades, requerer informações e documentos, inclusive sigilosos, realizar diligências e perícias, além de solicitar providências a outras autoridades.

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O colegiado afirma que irá tratar da compra de dólares pelo grupo antes de a delação vir à tona, o que resultou em um salto na cotação da moeda norte-americana, além da suspeita de irregularidades em operações de crédito do grupo com bancos oficiais. Para isso, afirma que irá convocar pessoas e entidades, requerer informações e documentos, inclusive sigilosos, realizar diligências e perícias, além de solicitar providências a outras autoridades. Contudo, técnicos da Câmara apontam que os efeitos da proposta são mais políticos, já que a delação da JBS foi homologada pela mais alta corte do Poder Judiciário.