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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem confortável sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial de 2026, segundo pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (16).
O levantamento mostra Lula na liderança tanto no primeiro quanto no segundo turno, mas também revela um eleitorado mais consolidado entre os dois principais candidatos e uma disputa ainda aberta no campo da direita.
Na simulação estimulada de primeiro turno, Lula aparece com 41,8% das intenções de voto, enquanto Flávio soma 28,2%. A distância entre os dois chega a 13,6 pontos percentuais. Em seguida aparecem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 2,8%.

Também foram citados Joaquim Barbosa (DC), com 2,3%, Renan Santos (Missão), com 2%, Michel Temer (MDB), com 1,9%, e Augusto Cury (Avante), com 1,8%. Brancos e nulos somam 7%, enquanto 7,9% dos entrevistados se declararam indecisos.
Os dados sugerem que Lula mantém vantagem relevante mesmo diante da fragmentação do eleitorado de centro e direita.
Na série histórica apresentada pela CNT/MDA, o petista oscilou de 39% em abril para 42% agora, enquanto Flávio passou de 30% para 28%.
Segundo turno
Em um eventual confronto direto entre os dois principais nomes da disputa, Lula alcança 49,3% das intenções de voto, contra 36,8% de Flávio Bolsonaro. A diferença é de 12,5 pontos percentuais.
No cenário de segundo turno, 11,2% afirmam votar em branco ou nulo, enquanto apenas 2,7% permanecem indecisos.

A pesquisa também mostra que Lula ampliou sua vantagem em relação às medições anteriores. Em abril, o presidente aparecia com 45%, contra 40% de Flávio. Agora, o petista voltou ao patamar de 49%, enquanto o senador recuou para 37%.
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Lula domina Nordeste e eleitorado feminino
A liderança do presidente é sustentada principalmente por grupos nos quais ele mantém ampla margem de vantagem.
Entre as mulheres, Lula registra 43% das intenções de voto no primeiro turno, contra 25% de Flávio. No Nordeste, a diferença é ainda maior: 58% a 20%.
O petista também lidera entre eleitores com renda familiar inferior a dois salários mínimos (49% a 22%), entre pessoas com ensino fundamental (50% a 20%) e entre católicos (47% a 24%).
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No recorte ideológico, Lula concentra 80% dos votos entre eleitores que se identificam com a esquerda e lidera entre os independentes, com 36%, contra 17% de Flávio.
Flávio mantém força entre evangélicos e na direita
O senador do PL segue competitivo em nichos tradicionalmente associados ao bolsonarismo.
Entre evangélicos, Flávio aparece com 41%, contra 28% de Lula. Ele também lidera no Sul do país, por 38% a 30%, e no agrupamento Norte/Centro-Oeste, por 36% a 29%.
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A maior vantagem, porém, está entre os eleitores que se identificam como de direita: 57% declaram voto em Flávio, ante 21% para Lula.
Nos segmentos de renda mais alta, a disputa é mais equilibrada. Entre eleitores com renda superior a cinco salários mínimos, Lula tem 38% e Flávio, 34%.
Votos consolidados
Outro dado do levantamento mostra que os dois principais candidatos possuem os eleitores mais decididos da disputa.
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Entre os apoiadores de Lula, 79% afirmam que o voto já é definitivo, enquanto 21% admitem mudar de opinião até a eleição. No caso de Flávio Bolsonaro, 71% dizem estar decididos e 29% ainda consideram mudar de candidato.
O cenário é diferente entre os demais nomes. Entre os eleitores de Ronaldo Caiado, 56% afirmam que ainda podem rever sua escolha. O percentual sobe para 63% entre os apoiadores de Renan Santos, 65% entre os de Joaquim Barbosa, 72% entre os de Augusto Cury, 77% entre os de Romeu Zema e 82% entre os de Michel Temer.
Os números sugerem que parte relevante do eleitorado hoje distribuído entre candidaturas alternativas ainda pode migrar para outros nomes ao longo da campanha.
A pesquisa CNT/MDA ouviu 2.002 eleitores entre os dias 10 e 14 de junho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04256/2026.