Centrão encolhe no Congresso com crescimento do PL

Na Câmara, grupo de partidos que reúne União Brasil, PP, PSD, MDB e Republicanos será decisivo, mas terá 19 cadeiras a menos do que bancada atual

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O avanço do PL no Congresso Nacional ajudou a encolher as bancadas dos principais partidos do Centrão na Câmara dos Deputados. Somados, União Brasil, PP, PSD, MDB e Republicanos elegeram 207 deputados, 19 a menos do que os 226 que possuem hoje, de acordo com dados da Câmara e a projeção da divisão das cadeiras na próxima legislatura antes da confirmação pelo Tribunal Superior Eleitoral. O PL, por sua vez, passou dos atuais 98 deputados para 121 cadeiras e terá a maior bancada da próxima legislatura.

A maior queda foi na federação entre União e Progressistas, que reúne o União Brasil e o PP. As duas legendas, que hoje somam 98 deputados, elegeram 87. O PSD, por sua vez, caiu de 48 para 43, o MDB de 38 para 36 e o Republicanos de 42 para 41.

Ao todo, o PL teve 25,8 milhões de votos para a Câmara, 22% dos votos válidos. A federação que reúne PT, PCdoB e PV teve 15,32%. Em comparação com a bancada atual, a federação de esquerda cresceu de 82 para 88 deputados. Entretanto, de acordo com a projeção da divisão de cadeiras, os outros partidos de esquerda diminuíram: o PDT foi de 10 para 6 deputados, o PSB foi de 17 para 16 deputados e a federação PSOL-Rede foi de 16 para 15 deputados.

O resultado deve diminuir na Câmara o peso do Centrão de 44% para 40% das cadeiras. Entretanto, o grupo deve continuar sendo decisivo na formação do próximo governo: nenhum dos blocos chegam, sozinhos, aos 257 votos que representam a maioria absoluta dos votos.

No Senado, a predominância do PL deve ser maior: o partido saiu de 15 para 28 senadores e terá mais de um terço das 81 cadeiras. Em mais de um estado, o partido de Flávio conseguiu as duas vagas em disputa. Foi o que aconteceu no Rio, onde Carlos Jordy e Carlos Pontinho foram eleitos, em Santa Catarina, onde Caroline de Toni e Carlos Bolsonaro, irmão do presidenciável, foram eleitos, no Distrito Federal, onde Michelle Bolsonaro, madrasta de Flávio, e Bias Kicis venceram, e no Mato Grosso do Sul, onde Reinaldo Azambuja e Capitão Contar foram escolhidos.

No Centrão, o PSD foi o partido que mais encolheu, de 14 para cinco senadores. Republicanos e a federação União Progressista mantiveram o seu tamanho atual: seis e onze senadores, respectivamente.

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Já o PT manterá o seu atual tamanho, com nove senadores. O resultado representa recuos na base de Lula em alguns estados. É o caso do Rio Grande do Sul, onde Paulo Paim (PT) termina o mandato e assumem Marcel Van Hattem (Novo) e Sanderson (PL). O mesmo acontece no Distrito Federal, onde Leila Barros (PDT) sai do cargo e entram Michelle e Bia Kicis.

Por sua vez, o partido de Lula elegeu Rui Costa (BA), Jaques Wagner (BA), Humberto Costa (PE), Rogério Carvalho (SE) e Marília Campos (MG).

A Casa Legislativa tem o poder de pautar impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, assunto considerado um dos principais focos da oposição. Flávio Bolsonaro já falou que vai pressionar para que seja votado o afastamento de integrantes da Corte e tem incluído principalmente Alexandre de Moraes como alvo. Moraes é considerado inimigo político do bolsonarismo após condenar Jair Bolsonaro e aliados.

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