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Carteira política pode trazer ganhos muito expressivos; confira

A carteira política de William Alves, analista da XP Investimentos, é composta pelos ativos da Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil

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SÃO PAULO – A aversão do mercado à presidente Dilma é tão grande, que foi só ela cair sete pontos percentuais na pesquisa de avaliação de governo do CNI/Ibope e seis pontos percentuais na pesquisa de intenções de voto do Datafolha para o Ibovespa ter uma grande reviravolta.

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Tudo começou no dia 17 de março, quando rumores de mercado apontaram que a diferença de Dilma perante os outros candidatos iria cair na pesquisa de intenções de voto do Ibope, o que não ocorreu. Só com as especulações, o principal índice da bolsa de valores paulista, assim como as empresas estatais, que sofreram com as intervenções da presidente nos últimos três anos, valorizaram de forma expressiva, o que persistiu com as duas pesquisas posteriores, que realmente trouxeram a queda de Dilma.

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O Ibovespa, que estava com 45.117 pontos no fechamento do dia 17 de março, fechou nesta segunda-feira (07) a 52.155 pontos, o que representa uma alta de 15,6% em apenas 15 pregões.

As ações da Petrobras (PETR3, PETR4), companhia estatal que, sob a gestão de Dilma, caiu da 12ª para a 120ª posição no ranking de companhias com maior valor de mercado do mundo, pelo fato de ter sido usada como instrumento de controle da inflação, valorizaram 30,99% e 28,79%, respectivamente. Essa valorização representou ganhou de R$ 48,524 bilhões em valor de mercado à companhia no período, sendo R$ 27,909 bilhões por parte das ordinárias e R$ 20,615 bilhões vindo das preferenciais.

Já os ativos ordinários da Eletrobras (ELET3), companhia que também sofreu nas mãos da presidente com a MP 579, valorizaram 51,33%, enquanto suas ações preferenciais classe B (ELET6) cresceram 32,38%. As altas expressivas trouxeram à companhia R$ 3,506 bilhões em valor de mercado.

Por fim, as ações do Banco do Brasil (BBAS3) também tiveram fortes altas. Os papéis subiram 32,17%, com ganhos de R$ 17,364 bilhões em valor de mercado.

Assim, William Alves, analista da XP Investimentos, em meio a este cenário, optou por montar uma carteira política, na qual ele recomenda esses três papéis. “Essas ações serão beneficiadas na medida em que for aumentando a possibilidade de a oposição vencer as eleições, afinal, elas sofreram muita interferência governamental”, avaliou.

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No entanto, o especialista lembrou que a exposição é exclusivamente política, para um trade de curto prazo, e não se trata de uma recomendação propriamente dita, afinal, nada disso altera a situação financeira das companhias, ainda que, de fato, possa influenciar o humor do mercado resultando em novas apreciações. “Acreditamos que o componente político será o trigger mais relevante para as ações de Eletrobras esse ano e entendemos que novas pesquisas possam trazer mais volatilidade para o papel”, finalizou.