Câmara vai votar PL do governo sobre fim da escala 6×1 após análise de PEC

Objetivo é tratar no projeto de lei especificidades da matéria, enquanto governistas defendem uma PEC mais enxuta

Agência O Globo

Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional destinada à deliberação do veto presidencial (VET 3/2026) ao projeto que trata da dosimetria das penas aplicadas aos condenados nos atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão pode mudar o tempo de prisão e as regras de progressão de regime para esses casos. Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional destinada à deliberação do veto presidencial (VET 3/2026) ao projeto que trata da dosimetria das penas aplicadas aos condenados nos atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão pode mudar o tempo de prisão e as regras de progressão de regime para esses casos. Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), definiu com integrantes da base governista que a Casa irá votar o projeto de lei para regulamentar pontos específicos do fim da escala 6×1 após a análise da PEC que trata do mesmo tema. A previsão é que a proposta de emenda à Constituição seja votada no plenário no fim de maio.

A estratégia do governo e de aliados é manter a PEC com um texto mais enxuto, concentrado apenas na mudança constitucional relacionada à jornada e escala trabalho, enquanto detalhes sobre a implementação da medida seriam tratados posteriormente no projeto de lei.

O texto da PEC, segundo esses interlocutores, deve se manter apenas no âmbito do estabelecimento da escala de cinco dias por semana com dois de descanso e limite de 40 horas de trabalho, sem redução salarial.

Entre os temas que devem ficar para a regulamentação infraconstitucional estão regras de transição, exceções setoriais, formatos de compensação e parâmetros para negociações coletivas. Governistas avaliam que separar os temas pode facilitar a tramitação da PEC e reduzir resistências dentro do Congresso.

A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou força nos últimos meses após pressão de movimentos trabalhistas e mobilização nas redes sociais. A proposta enfrenta resistência de parlamentares ligados ao setor empresarial, que argumentam que a mudança pode aumentar custos para empregadores e afetar a geração de empregos.

Aliados do governo, por outro lado, afirmam que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e ampliar o debate sobre novos modelos de organização do trabalho no país.

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