Câmara retira referendo sobre maioridade penal de PEC da Segurança Pública

Texto segue direto ao plenário da Câmara após relator recuar de dispositivo que previa consulta popular sobre reduzir idade penal para 16 anos em crimes específicos

Caio César

Brasília (DF), 02/02/2026 - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participam da abertura do Ano Judiciário de 2026 do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 02/02/2026 - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participam da abertura do Ano Judiciário de 2026 do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quarta-feira (4) que a PEC da Segurança Pública irá direto para votação, sem o dispositivo que previa um referendo sobre a redução da maioridade penal.

A decisão ocorreu após acordo costurado com o governo, idealizador do texto original, que não incluía a redução da maioridade penal. Em contrapartida, o restante da proposta não precisará passar por votação em comissão especial antes de ir ao plenário.

O relator da PEC, deputado Mendonça Filho (União-PE), cedeu e aceitou a retirada do trecho inserido em sua relatoria. Ouvido pelo g1, Mendonça admitiu que concordou com a mudança após Motta convencê-lo de que todo o texto poderia ser rejeitado no Senado por causa do dispositivo controverso.

A proposta de Mendonça previa a realização de um referendo em 2028 para que a população decidisse se aprovava ou não a redução da maioridade penal para 16 anos em tipificações específicas de crime.

Embora seja um debate antigo no Brasil, o tema ganhou novo fôlego após a comoção nacional em torno da morte do cachorro Orelha, que, segundo relatos iniciais, teria sido espancado até a morte por um grupo de adolescentes.