Caberá a Flávio Bolsonaro explicar aos seus eleitores elo com Vorcaro, diz Caiado

Ex-governador de Goiás frisou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também deve explicações aos eleitores sobre o possível envolvimento de seu filho com a fraude no INSS

Caio César

Governador do Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) - Reprodução Instagram
Governador do Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) - Reprodução Instagram

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O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que Flávio Bolsonaro (PL) deve explicar “aos seus eleitores, ao seu partido e ao Brasil” sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e prestar contas à população. A declaração ocorreu durante entrevista à Veja, publicada nesta terça-feira (9).

“O que vier contra cada pessoa, cada um tem que se explicar. Isso é competição e ninguém está se colocando contra A ou contra B. […] Esse é um assunto que caberá ao Flávio Bolsonaro explicar aos seus eleitores. O eleitor vai poder neste momento eleger aqueles que têm as melhores credenciais”, destacou ao veículo.

O ex-governador de Goiás destacou que o eleitor “vai poder neste momento eleger quem tem os pontos positivos para poder governar o Brasil e tem autoridade moral para sentar naquela cadeira”.

Caiado também complementou que “incidentes” ao longo da campanha eleitoral surgirão e que até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve dar explicações sobre a possível ligação de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, com o escândalo do INSS.

Em maio, Caiado chegou a cobrar publicamente o também pré-candidato Flávio Bolsonaro sobre os áudios envolvendo o senador e Vorcaro. Em uma publicação nas redes sociais no dia 13, o ex-governador de Goiás afirmou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “precisa se explicar” sobre as negociações para o financiamento do filme Dark Horse, produção que retrata a trajetória política do ex-chefe do Executivo.

Apesar da cobrança pública, Caiado sinalizou preocupação com os efeitos políticos do episódio sobre a oposição ao governo Lula. Segundo ele, o foco da direita deve continuar concentrado na disputa presidencial de 2026 e na manutenção de uma frente unificada contra o PT.

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