Brasileiros e colombianos são os mais otimistas da América Latina quanto situação futura

Segundo pesquisa, em uma escala de 0 a 200, otimismo é de 116 pontos para os brasileiros e 130 para os colombianos

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SÃO PAULO – Brasileiros e colombianos são os mais otimistas quanto à melhora da própria situação econômica futura, da América Latina, segundo revela pesquisa realizada pelo Ibope Mídia, em comemoração aos dez anos da ferramenta Target Group Index na América Latina, intitulada “10 anos, 10 tendências”.

De acordo com o levantamento, em uma escala que varia de zero a 200 pontos, o otimismo sobre a situação econômica daqui um ano marcou um índice de 116 pontos para os brasileiros e 130 para os colombianos, enquanto a média latino-americana é de 100 pontos.

Entre os anos 2000 e 2008, o número de pessoas otimistas no Brasil cresceu 8%, atingindo, no ano passado, 80% da população. Na América Latina, em geral, o índice teve alta de 6%, no período analisado, atingindo 69% das pessoas.

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O país com o menor percentual de otimistas é a Argentina, com somente 37% da população, sendo que, durante os anos estudados, o índice do país caiu 20%, ficando, o ano passado, em 54 pontos.

Compras

Apesar do otimismo verificado na população brasileira, nos últimos oito anos, os consumidores ficaram mais precavidos. A intenção de comprar automóvel, o número de compras parceladas, a quantidade de pessoas com promissórias, que perceberam aumento em suas economias ou investiram dinheiro no próprio negócio apresentou queda, mesmo com estabilidade nos postos de trabalho.

Por outro lado, assim como ocorreu em todos os países pesquisados, com exceção da Venezuela, o número de pessoas com cartão de crédito aumentou. Em todo território latino do continente este tipo de plástico teve alta de 136%, passando de 14% para 33%, entre os anos 2000 e 2008.

O percentual de empregos também melhorou, cerca de 8%, de 53% para 57%. Em todos os outros índices, entretanto, no período analisado, os resultados da América Latina não foram satisfatórios.

A intenção de comprar automóvel caiu 20% (de 25% para 20%), o número de pessoas que não realizaram nenhuma atividade financeira apresentou variação de -39% (64% para 39%) e a realização de compras a prestações, de -29% (de 24% para 17%).