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Brasil é classificado como underweight entre emergentes pelo JP Morgan

Contudo, banco aposta em bom desempenho da bolsa no quarto trimestre e lista suas top picks e "ações a evitar" na BM&F Bovespa

SÃO PAULO – Apesar de projetar um cenário mais positivo para o Brasil no quarto trimestre, JPMorgan classificou o País como “underweight” em sua revisão de projeções para os países emergentes, divulgada na última sexta-feira (17).

A China recebe a mesma recomendação underweight, assim como os papéis ligados a commodities e energia. Isso quer dizer que, nos próximos seis a 12 meses, a expectativa do banco é que o desempenho seja pior do que o restante do universo de cobertura. Segundo o banco, China e Brasil tem os piores desempenhos entre os emergentes no ano.

Por outro lado, o JPMorgan se mostra overweight (expectativa de desempenho acima do restante do universo de cobertura nos próximos seis a 12 meses) no setor de tecnologia e nos mercados de Taiwan, Turquia, Índia e Asean (sudeste asiático).

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Ainda em relação à China, o banco dá mais duas recomendações: o setor imobiliário do país é o único a ser evitado entre os emergentes, e os investidores devem se afastar de papéis ligados a commodities, focando-se em ações com exposição ao consumo chinês.

Brasil
Segundo Emy Shayo, analista do banco, o desempenho do Brasil tem sido prejudicado pela forte aversão ao risco, que tem impedido um fluxo de investimentos mais consistente. Apesar disso, a história doméstica segue forte, com desemprego em baixa, crescimento do crédito e melhoras no cenário inflacionário.

“Acreditamos que a performance brasileira melhorará no quarto trimestre, depois que eventos-chave forem concluídos”, explica o JPMorgan. Os eventos aos quais o banco se refere são dois: as eleições e “as ofertas de ações” – não há menção a Petrobras (PETR3, PETR4).

“Se o cenário global se mantiver igual, há espaço para um upside em nossa estimativa de crescimento para 2011, atualmente em 4%”, afirma Shayo. Para 2010, a projeção é de crescimento de 7,5%. Já para a taxa Selic, a expectativa é que, no futuro próximo, o Banco Central não altere a taxa – entretanto, há risco para novas altas no primeiro trimestre de 2011. Por fim, o JPMorgan aponta que o câmbio não deve se valorizar muito acima do patamar atual.

Em relação às eleições, o banco vê poucas dúvidas de que Dilma Rousseff será eleita. “Os catalisadores serão a formação de seu gabinete e a agenda econômica do novo governo, que têm, respectivamente, expectativas positivas e negativas do mercado”, explica Shayo. A projeção é que a agenda será favorável aos mercados, podendo dar fôlego aos investimentos no curto prazo.

Ações
Apesar da recomendação underweight, os analistas consideram que as ações brasileiras estão relativamente baratas em relação aos emergentes, à América Latina e ao mundo. Segundo o JPMorgan, o crescimento dos lucros, estimado em cerca de 20%, tem espaço para crescer, mas não é visto como um driver para 2011, considerando a expectativa de desaceleração da economia. 

EmpresaAção  Recomendação  
Top picsBradescoBBDC4Overweight
GafisaGFSA3Overweight
Pão de AçúcarPCAR5Neutro
Ações a evitarCSNSID.US
(ADR)
Underweight
SabespSBSP3Underweight

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Ao listar suas preferências, o banco opta por nomes com exposição à economia doméstica e aos bancos. Entre as sugestões, estão PDG (PDGR3) e Gafisa (GFSA3). Confira as principais sugestões do banco, e as ações a se evitar. Cabe dizer que, de modo geral, o JPMorgan tem recomendação overweight para bancos e imobiliárias, e também aponta certa preferência por varejistas.

Riscos
Entre os principais riscos aos emergentes, o JPMorgan lista temores com o continente europeu, um double-dip nas economias desenvolvidas, a falta de espaço para valorização em setores de crescimento e um cenário incerto para as commodities.

Já em relação ao Brasil, Shayo aponta uma maior interferência do governo e uma desaceleração chinesa como principais fatores de risco.