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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não recebeu autorização médica para iniciar a fase ativa da fisioterapia no ombro direito, cerca de quatro semanas após passar por cirurgia na região. Relatórios enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última semana indicam que ele apresenta “importante limitação de movimento do ombro direito, rigidez articular e restrições de mobilidade na região da cicatriz cirúrgica”.
Avaliação assinada pelo fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas e pelo ortopedista Alexandre Firmino afirma que o ex-presidente, de 71 anos, esteve consciente, orientado e colaborativo durante a avaliação e atendimento. Está autorizada a realização de apenas uma sessão semanal de fisioterapia, com foco em mobilizações passivas da região.

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Em relatório separado, o cardiologista Brasil Ramos Caiado informou o STF que Bolsonaro não apresentou queixas relevantes de dor no ombro, mas “episódios de queimação epigástrica associados a refluxo gastroesofágico”.
“Devido aos quadros de soluços recorrentes, foi mantido com doses elevadas previamente ajustadas das medicações específicas e rigorosa dieta com baixo teor de acidez”, afirmou o médico.
O documento informa ainda que o ex-presidente iniciou exercícios aeróbicos leves e progressivos, mantém a pressão arterial sob controle e continua apresentando instabilidade crônica do equilíbrio corporal, o que levou a adoção de “medidas preventivas para redução de risco de quedas.”
Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.
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Ele está em prisão domiciliar humanitária desde o fim de março, quando contraiu uma broncopneumonia bacteriana. Antes, estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.