Futuro do BC

Bolsonaro quer Banco Central com metas para dólar, inflação e juros

Candidato do PSL diz que inflação não pode ser controlada apenas pela taxa de juros

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Em entrevista ao site Poder 360, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) deu mais alguns indícios de como será sua política econômica caso vença a eleição do próximo domingo. 

Sobre o próximo presidente do Banco Central, o ex-capitão do Exército deu a sua resposta habitual: vai conversar com Paulo Guedes, provável Ministro da Fazenda – mas quem deve “bater o martelo” é Onyx Lorenzoni, deputado federal pelo DEM e cotado para assumir a Casa Civil num eventual governo do PSL.

Em caso de vitória, a escolha deve ser feita e divulgada na próxima semana. O atual presidente do BC, Ilan Goldfajn, é cotado para ser mantido no cargo.

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 Na mesma entrevista, Bolsonaro diz que o BC terá “independência política, para que nenhum político queira influir”. Por outro lado, defende que a instituição estabeleça metas para o dólar e a inflação, além da taxa de juros.

“O presidente do Banco Central terá liberdade para decidir dentro de parâmetros. O controle da inflação não pode ser apenas taxa de juros. Por exemplo, de uma forma bem leiga: se um produto agrícola corre risco de faltar no mercado por alguma razão e isso pode representar uma alta da inflação. O comando do Banco Central terá de ter inteligência de apontar esse risco – e não apenas ficar sentado e aumentando a taxa de juros se a inflação sobe”.

As respostas de Bolsonaro destoam das visões liberais de uma economia com câmbio flutuante, e já causaram reações em alguns analistas.

O ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega vê sinais de que o próximo governo pode flertar com uma taxa de câmbio fixada “de cima para baixo”, o que, segundo Nóbrega, seria um retrocesso de 20 anos na gestão macroeconômica do país.

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