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SÃO PAULO – Após o Palácio do Planalto ter intensificado as pressões sobre o Congresso, especialmente no que se refere à coesão da base aliada, a Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quarta-feira, dia 1º de dezembro, a Medida Provisória nº 207, que concede status de ministro ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
A matéria vinha sendo alvo de bastante polêmica, com o governo tentando agilizar sua aprovação já que no próximo dia 13 de dezembro ela perderia sua validade, caso não tivesse sido votada. Além disso, a oposição e até mesmo alguns juristas consideram a MP inconstitucional, defendendo a idéia de que uma matéria com este teor deveria ter sido apresentada como Proposta de Emenda à Constituição (PEC).
Vitória governista teve boa margem
Para quem não sabe, a MP 207 foi enviada ao Congresso em agosto deste ano pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci, logo após a imprensa local veicular denúncias sobre sonegação e evasão fiscal contra Meirelles. Na justificativa da matéria, Palocci defende que o foro privilegiado deve ser concedido ao presidente do BC pelo fato deste ter em sua pauta de decisões matérias de grande importância para a estabilidade econômica.
Isto significa que, com a MP aprovada, os riscos de Meirelles enfrentar novos constrangimentos, que poderiam levá-lo até mesmo a se retirar do cargo, são minimizados. É interessante destacar que a aprovação da MP pela Câmara foi feita com uma boa margem, já que dos parlamentares presentes 253 votaram favoravelmente à MP, 146 votaram contra e houveram 4 abstenções.
Além disso, foram rejeitados dois destaques apresentados ao texto da MP, sendo que os demais destaques apresentados serão votados ainda nesta quarta-feira, em sessão extraordinária marcada para o início da tarde. Após a votação destes destaques, a MP seguirá, então, para o Senado, onde deverá ser votada em plenário. É importante destacar que a aprovação da MP na Câmara é positiva para o governo, pois mostra sua capacidade de articulação junto aos aliados para a votação de matérias consideradas estratégicas.
Confira, na tabela abaixo, como foi o posicionamento dos partidos políticos com assentos na Câmara sobre a votação da MP 207. As informações são da própria Câmara dos Deputados:
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| Partidos | Total de deputados | Faltas | SIM | NÃO | Abstenções |
| PT | 90 | 10 | 51 | 28 | 0 |
| PMDB | 76 | 21 | 37 | 15 | 3 |
| PFL | 61 | 13 | 2 | 46 | 0 |
| PP | 55 | 12 | 39 | 3 | 1 |
| PTB | 51 | 12 | 35 | 4 | 0 |
| PSDB | 49 | 17 | 3 | 29 | 0 |
| PL | 46 | 6 | 39 | 1 | 0 |
| PPS | 22 | 2 | 17 | 3 | 0 |
| PSB | 18 | 6 | 10 | 2 | 0 |
| PDT | 13 | 5 | 3 | 5 | 0 |
| PCdoB | 9 | 4 | 5 | 0 | 0 |
| PSC | 6 | 0 | 6 | 0 | 0 |
| PV | 6 | 1 | 4 | 1 | 0 |
| PRONA | 2 | 0 | 0 | 2 | 0 |
| PSL | 1 | 0 | 1 | 0 | 0 |
| Sem partido | 8 | 0 | 1 | 7 | 0 |
| TOTAL | 513 | 110 | 253 | 146 | 4 |