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A próxima rodada da pesquisa AtlasIntel, prevista para ser divulgada na terça-feira (19), deve oferecer o primeiro retrato nacional do impacto político da crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre a disputa presidencial de 2026.
O levantamento começou a ser coletado na quarta-feira (13), horas depois da divulgação de mensagens e áudios que mostram Flávio cobrando pagamentos ligados ao financiamento do filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Diferentemente das rodadas anteriores, o novo questionário incorporou uma bateria específica de perguntas sobre o episódio.
Os entrevistados serão questionados se tiveram conhecimento do caso, se ouviram os áudios divulgados e se as informações alteram sua disposição de votar no senador.
A pesquisa será realizada até segunda-feira (18) com 5 mil eleitores a partir dos 16 anos por meio do sistema Atlas RDR, método de recrutamento digital aleatório utilizado pelo instituto.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06939/2026 e custou R$ 75 mil, pagos com recursos próprios da AtlasIntel.
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Entenda o caso
Na quarta-feira (13), o Intercept Brasil publicou trocas de mensagens e registros de áudio em que Flávio Bolsonaro aparece cobrando Daniel Vorcaro por repasses prometidos para a produção cinematográfica.
Segundo a reportagem, o empresário teria se comprometido a investir US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões na cotação da época — no projeto.
Flávio confirmou o contato com Vorcaro, mas negou irregularidades e afirmou que buscava apenas patrocínio privado para um filme privado. O senador também passou a defender publicamente a instalação de uma CPI do Banco Master após a divulgação dos áudios.
Histórico de pesquisa
O momento da nova pesquisa é considerado particularmente sensível porque os levantamentos mais recentes apontavam crescimento consistente de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial.
Na rodada divulgada em abril pela AtlasIntel, Lula aparecia com 46,6% das intenções de voto no principal cenário de primeiro turno, enquanto Flávio registrava 39,7%.
Os demais candidatos surgiam distantes, reforçando uma polarização crescente entre o presidente e o nome apoiado pelo bolsonarismo.
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Nos cenários de segundo turno, a disputa já aparecia em situação de empate técnico. Contra Flávio Bolsonaro, Lula tinha 47,5%, enquanto o senador aparecia numericamente à frente com 47,8%.
Além das perguntas sobre o escândalo, o levantamento também medirá aprovação do governo, avaliação da gestão Lula e cenários estimulados de primeiro e segundo turno.
Entre os nomes apresentados aos entrevistados estão Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos, Aldo Rebelo e Augusto Cury.
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