AtlasIntel: Responsabilidade fiscal pesa e rejeição ao governo Lula chega a 48,6%

Levantamento indica perda de apoio entre eleitores que avaliavam positivamente a gestão e interrompe ciclo recente de recuperação

Marina Verenicz

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, gesticula enquanto fala durante uma coletiva de imprensa no segundo dia da Cúpula de Líderes do G20 em Joanesburgo, África do Sul, em 23 de novembro de 2025. REUTERS/Esa Alexander
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, gesticula enquanto fala durante uma coletiva de imprensa no segundo dia da Cúpula de Líderes do G20 em Joanesburgo, África do Sul, em 23 de novembro de 2025. REUTERS/Esa Alexander

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A avaliação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a piorar em novembro, segundo pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira (2). A proporção de eleitores que classificam a gestão como ruim ou péssima subiu para 48,6%, ante 47,2% em outubro. Ao mesmo tempo, a parcela que considera o governo ótimo ou bom caiu de 48% para 44,4%.

O levantamento registra uma inflexão após meses de melhora nos índices de aprovação. No pior momento do ano, a gestão aparecia com apenas 37,4% de ótimo e bom. Desde então, vinha recuperando terreno, inclusive superando a marca registrada em novembro de 2024, quando a aprovação era de 43,3%. A pesquisa atual interrompe essa trajetória.

Outros 7% avaliam o governo como regular, número que se manteve estável. A pesquisa ouviu 5.510 eleitores entre 22 e 27 de novembro, com margem de erro de 1 ponto percentual.

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O salto na rejeição está diretamente ligado à percepção sobre responsabilidade fiscal e controle de gastos. Para 55% dos entrevistados, o desempenho do governo Lula nesses temas é pior que o observado na gestão de Jair Bolsonaro (PL).

Impostos e carga fiscal também aparecem entre os fatores mais citados por quem avalia negativamente a administração petista, assim como segurança pública.

O resultado reforça um movimento de oscilação que marca o segundo ano de mandato. A aprovação havia registrado recuperação ao longo do segundo semestre, impulsionada principalmente por medidas voltadas ao consumo e por sinais de trégua política no Congresso, mas a pesquisa sugere perda de fôlego nesse processo.

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