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A pesquisa AtlasIntel prevista para ser divulgada na próxima terça-feira (1º) será a primeira grande sondagem nacional realizada depois de duas crises que atingiram diretamente os principais polos da disputa presidencial de 2026.
De um lado, a exposição pública do conflito entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Do outro, os desdobramentos da Operação Compliance Zero, que levou Jaques Wagner (PT-BA) a deixar a liderança do governo no Senado.
Embora os episódios tenham naturezas distintas, ambos colocam em teste ativos importantes das duas campanhas. No campo da direita, a dúvida é se o desgaste provocado pela disputa interna afeta a consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro. No governo, a expectativa é medir se a investigação envolvendo um dos principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) produz algum reflexo sobre a imagem do Palácio do Planalto.
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A própria estrutura do questionário elaborado pela AtlasIntel indica que esses temas serão um dos focos da pesquisa.
Michelle x Flávio entra no radar da eleição
Pela primeira vez desde que Michelle Bolsonaro tornou públicas as divergências com Flávio, um instituto nacional medirá como o episódio repercutiu entre os eleitores.
Além das intenções de voto em diferentes cenários, a pesquisa pergunta diretamente aos entrevistados quem deve representar a direita na ausência de Jair Bolsonaro, se Michelle ou Flávio. Também investiga qual dos dois é visto como mais fiel ao ex-presidente e qual deles recebeu maior apoio dos eleitores após a divulgação dos vídeos da ex-primeira-dama.
O levantamento ainda busca identificar quantas pessoas assistiram ao vídeo publicado por Michelle, se concordam com sua decisão de torná-lo público, quem consideram ter razão na disputa e se o episódio enfraquece a candidatura de Flávio Bolsonaro.
Outro bloco procura medir o peso político da ex-primeira-dama ao perguntar qual é a importância de sua participação em uma eventual campanha presidencial do senador.
Caso apareçam mudanças nas intenções de voto ou nos índices de rejeição da direita, será possível avaliar se a crise permaneceu restrita ao ambiente partidário ou alcançou o eleitorado.
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Caso Jaques Wagner
O levantamento também será o primeiro do instituto realizado depois que a Operação Compliance Zero atingiu Jaques Wagner, até então líder do governo no Senado.
A investigação apura suspeitas de vantagens indevidas envolvendo pessoas ligadas ao Banco Master. Wagner nega irregularidades, afirma que não recebeu benefícios ilícitos e deixou o cargo de líder para concentrar sua defesa.
A AtlasIntel incluiu um conjunto específico de perguntas sobre o caso. O instituto procura saber quantos brasileiros acompanharam as investigações, se acreditam que o senador recebeu vantagens indevidas e, principalmente, se o episódio afeta a percepção sobre o governo Lula ou uma eventual candidatura à reeleição.
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Os entrevistados também são questionados se consideram que o caso diz respeito apenas ao senador, se atinge parte do governo ou se compromete diretamente a imagem do presidente.
Disputa continua aberta
Além dos novos temas, a pesquisa repetirá cenários tradicionais da corrida presidencial.
O instituto testará confrontos de primeiro turno com Lula, Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil), Joaquim Barbosa e outros nomes. Também medirá simulações de segundo turno, avaliações do governo federal, aprovação de lideranças políticas, confiança dos eleitores por área de governo e percepção sobre economia, inflação e segurança pública.
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Outro eixo relevante será a disputa interna no campo conservador. Além da comparação entre Flávio e Michelle, o levantamento mede quem os eleitores da direita consideram o principal herdeiro político de Jair Bolsonaro e qual o grau de lealdade atribuído às principais lideranças bolsonaristas.
O resultado da AtlasIntel deve oferecer os primeiros indícios sobre a capacidade de resistência de Lula e Flávio após duas semanas marcadas por crises políticas em seus respectivos campos e ajudar a indicar se esses episódios alteraram o equilíbrio da corrida presidencial ou permaneceram restritos ao noticiário político.

